Com o mercado de trabalho aquecido e desemprego em níveis baixos, empresas brasileiras registraram alta rotatividade voluntária no último ano, aponta levantamento da Robert Half.

Segundo a pesquisa, 37% das organizações avaliaram o turnover em 2025 como inferior a 5%, 29% reportaram índices entre 5% e 10% e 25% relataram taxas superiores a 10%, mostrando que parte das companhias ainda enfrenta dificuldades para reter talentos.

Comparado com 2024, quase metade das empresas manteve o mesmo patamar de rotatividade, mas uma parcela relevante observou aumento nas saídas, o que evidencia a fragilidade do equilíbrio em um mercado mais competitivo.

O que motiva as demissões voluntárias

A pesquisa aponta que a principal razão para pedidos de demissão é a busca por melhores oportunidades em outras empresas, citada por 70% dos respondentes. Em seguida, questões internas estruturais aparecem entre os motivos: 32% mencionaram falta de perspectivas de crescimento e 28% identificaram salários abaixo da média do mercado.

Além desses itens, benefícios pouco competitivos e o retorno ao trabalho presencial também foram destacados como fatores que influenciam a decisão dos profissionais. A dificuldade de conciliar trabalho e vida pessoal tem ganhado relevância, refletindo mudança no comportamento dos trabalhadores diante das opções oferecidas pelo mercado.

Temas como reconhecimento e comunicação interna, embora ainda presentes entre as causas de desligamento, perderam peso em relação a anos anteriores, segundo o levantamento.

Mercado aquecido e poder de escolha

Com taxas de desemprego historicamente baixas, especialmente entre profissionais qualificados, o poder de escolha tem migrado para os trabalhadores, que agora encontram mais facilidade para buscar melhores salários, benefícios ou flexibilidade.

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Esse cenário impulsiona uma rotatividade mais estratégica, em que a mudança de emprego pode fazer parte de um planejamento de carreira e não apenas uma reação à insatisfação.

Em resposta, empresas têm ampliado investimentos em retenção, priorizando programas de desenvolvimento de carreira, treinamentos, capacitação e melhorias no ambiente de trabalho. A revisão de salários e benefícios também ganhou importância, assim como a análise de dados de entrevistas de desligamento para identificar padrões e corrigir falhas.

A expectativa para o ano é de manutenção da pressão sobre o turnover, já que a busca por qualidade de vida, o crescimento econômico e a ampliação de vagas devem continuar motivando movimentações no mercado.

Com informações de Fastcompanybrasil