Mais de 70% dos microempreendedores individuais (MEI) no Brasil têm na atividade do próprio negócio a única fonte de renda, segundo levantamento recente do Sebrae. Quando considerados também os MEI que combinam o empreendedorismo com outras ocupações, a atividade empresarial continua sendo a principal fonte de recursos para 94% desse grupo.

A pesquisa do Sebrae indica que, entre os MEI que precisam buscar complementos ao rendimento do empreendimento, 24% recorrem a trabalho com carteira assinada. Outras formas de complemento de renda apontadas foram trabalho informal por conta própria (21%) e aposentadoria (21%). Além disso, 12% dos entrevistados declararam ser empregados informais em outros negócios e 8% disseram receber renda de aluguéis ou outros investimentos.

Quanto aos setores citados como alternativa de geração de renda, Serviços lideram com 23% das menções, seguidos por Comércio, com 16%.

Décio Lima, presidente do Sebrae, avaliou que os resultados evidenciam o papel central do empreendedorismo na vida de milhões de brasileiros. Segundo o gestor, muitos encontraram na formalização como MEI uma maneira de gerar renda de forma regular para si e para suas famílias. Lima destacou ainda a necessidade de políticas públicas que apoiem essa modalidade jurídica, incluindo medidas para reduzir a burocracia, ampliar o acesso a crédito e inovação e facilitar a participação dos microempreendedores em compras públicas governamentais.

O estudo reforça a imagem do MEI como fonte primária de subsistência para grande parte dos empreendedores individuais no país e aponta os principais mecanismos usados por aqueles que precisam somar outras fontes de renda ao negócio próprio.

Imagem: Tyler Franta via Unsplash

O levantamento traz informações sobre distribuição de fontes de rendimento entre microempreendedores e quais atividades econômicas são mais frequentes como complemento ao trabalho formalizado no regime de Microempreendedor Individual.

Os dados servem como parâmetro para a formulação de políticas voltadas ao fortalecimento do segmento e para orientar ações de apoio que favoreçam a sustentabilidade e o crescimento desses negócios.

Com informações de Infomoney