Governo britânico sinaliza revisão por razões de interesse público
O governo do Reino Unido indicou que está inclinado a intervir na proposta de aquisição de US$110 bilhões envolvendo a Paramount Skydance Corp e a Warner Bros Discovery, citando preocupações sobre efeitos na liberdade de imprensa e na oferta de serviços de programação sob demanda.
A ministra da Cultura, Lisa Nandy, estabeleceu o prazo de resposta para as empresas até 6 de julho e afirmou que trabalhará para chegar a uma decisão dentro de um calendário apropriado. Caso considere necessário, Nandy pode emitir uma notificação formal de intervenção por interesse público.
Se houver notificação, o caso será analisado pelo regulador de mídia britânico, Ofcom, e pela Autoridade de Concorrência e Mercados (Competition and Markets Authority). Esses órgãos têm até 40 dias para produzir relatórios que subsidiem a decisão ministerial. Após receber os pareceres, Nandy poderá aprovar o negócio ou encaminhá-lo para uma investigação mais profunda, processo que pode se estender por até 24 semanas.
O movimento do Reino Unido ocorre depois de a transação já ter obtido aprovação em diversas jurisdições, incluindo Estados Unidos, China, Austrália, Alemanha, França e Arábia Saudita. A possível intervenção no país europeu destaca o impacto local que o acordo global teria sobre ativos britânicos.
Entre os bens no Reino Unido que podem ser afetados estão o Channel 5, controlado pela Paramount, e a CNN International, propriedade da Warner. Outras marcas e serviços que poderiam sofrer mudanças ou ser atingidos pela fusão incluem TNT Sports, Cartoon Network, Nickelodeon, além das plataformas Paramount+ e HBO Max.
O processo espelha casos anteriores em que o órgão regulador britânico adotou posição decisiva: em 2023, a autoridade barrou inicialmente a aquisição de US$69 bilhões da Activision Blizzard pela Microsoft, decisão que só mudou após alterações no plano de compra por parte da Microsoft.
Imagem: Divulgação
Se surgirem preocupações formais durante a revisão, as empresas envolvidas poderão propor medidas mitigadoras para viabilizar a operação, como a venda de ativos ou compromissos destinados a resguardar a independência editorial.
Até o momento, as empresas citadas não responderam a pedidos de comentário sobre a possível intervenção do Reino Unido.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6