TRANSMISSÃO: Band
A Koei Tecmo lançou em 2026 uma nova versão de Fatal Frame II: Crimson Butterfly, remake que atualiza o clássico de 2003 para a geração atual de consoles e PCs. A franquia, iniciada em 2001 no PlayStation 2, ficou conhecida pela câmera como arma — a Câmera Obscura — e por sua ambientação de terror baseada em elementos do folclore e rituais japoneses.
O que é e enredo
Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake acompanha as irmãs gêmeas Mio e Mayu Amakura, que se perdem durante uma visita a uma área rural e descobrem uma vila isolada e tomada por uma névoa sinistra. Ao explorar o local, Mio reúne fragmentos da história dos moradores e de rituais antigos que resultaram em uma tragédia; a relação entre as irmãs é central para o desenrolar da narrativa. A história, fiel ao original, mantém o foco na atmosfera e no mistério sem revelar spoilers.
Mudanças técnicas e jogabilidade
Entre as alterações, o remake adota câmera em terceira pessoa sobre o ombro, em contraste com os ângulos fixos do jogo original. O título adiciona uma barra de Força de Vontade, semelhante a uma estamina, e filtros fotográficos que revelam segredos e afetam o modo como os ataques com a Câmera Obscura atingem os espíritos (por exemplo, um filtro pode cegar inimigos para permitir fuga).
O jogo apresentou problemas em testes: sistema de ajuste de HDR considerado confuso — excesso em cenas diurnas e melhor desempenho à noite — e um equilíbrio de combate criticado. Inimigos foram ajustados com maior dano e mobilidade enquanto a protagonista mantém deslocamento lento, o que alonga confrontos e pode tornar as batalhas cansativas. O remake também traz telas de tutorial abundantes e intrusivas.
Visuais e direção de arte
O remake entrega gráficos mais detalhados, mas com direção de arte inconsistente segundo a análise do Voxel. Personagens principais têm traços mais voltados ao estilo de animação, enquanto os fantasmas apresentam visual mais realista, o que quebra a unidade estética. Modelos, animações repetitivas e sensação de “remaster premium” foram apontados como limitações em relação ao que se espera de um remake moderno.
Imagem: Divulgação
Localização e preço
Uma das críticas centrais é a ausência de legendas ou dublagem em português, algo especialmente relevante para um jogo centrado na narrativa. Diferente dos remasters de Fatal Frame 4 e 5, este remake não oferece localização para o português, o que motivou questionamentos sobre acessibilidade. No Brasil, o jogo foi comercializado por R$ 284,90 nos consoles e R$ 249,00 no PC, preço que o Voxel compara à faixa de R$ 350 cobrada por outros remakes de grande porte.
Avaliação
O Voxel avaliou Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake com nota 80, destacando como pontos positivos a narrativa, ambientação e sistemas de filtros e melhorias. Entre os pontos negativos, o veículo citou a ausência de legendas em português, inconsistência visual, interface e menus datados, excesso de tutoriais e combates desbalanceados.
Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake foi analisado pelo Voxel no PlayStation 5, com uma chave gentilmente cedida pela Koei Tecmo.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6