Projetos de retrofit em áreas centrais de São Paulo vêm se consolidando como alternativa de luxo ao mercado tradicional, com unidades que chegam a R$ 35 milhões e requalificação de edifícios históricos em endereços valorizados como Jardins e Itaim Bibi.

O empreendimento PJM923, resultado da reforma do antigo Consulado Americano nos Jardins, prevê 16 apartamentos de 580 m² cada, com preço de venda que pode alcançar R$ 35 milhões por unidade. Segundo a incorporadora, metade das unidades já foi comercializada, refletindo a demanda por imóveis exclusivos em localizações centrais.

Também nos Jardins, o Edifício Tânia será transformado em um condomínio com 14 apartamentos, com preço inicial em torno de R$ 4 milhões por unidade. Os responsáveis pelos projetos destacam intervenções de arquitetura e paisagismo de padrão elevado.

No Itaim Bibi, o retrofit do Edifício Victória contempla 110 unidades residenciais, além de duas lajes corporativas e duas lojas. A operação foi pré-vendida para a Brookfield com preço médio de R$ 28 mil por metro quadrado, e a entrega está prevista para 2027.

A estratégia tem atraído grandes investidores: em 2024 a Brookfield Properties comprou cinco prédios da incorporadora Planta por R$ 250 milhões, todos localizados na Vila Buarque, reforçando o interesse por ativos requalificados em áreas centrais.

No mercado de locação, a incorporadora Vila 11 converteu uma antiga torre corporativa na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini com investimento de R$ 75 milhões. O edifício passou a oferecer 132 unidades residenciais com metragens entre 36 m² e 70 m², e os aluguéis variam de R$ 6 mil a R$ 11 mil mensais.

Imagem: Divulgação

O movimento de requalificação também se estende a outras capitais. No Rio de Janeiro, prédios históricos como o antigo Hotel Glória estão sendo adaptados para uso residencial com valor médio superior a R$ 35 mil por metro quadrado. O Edifício A Noite será transformado em um empreendimento misto com 447 apartamentos, lojas e um restaurante com mirante.

Analistas do mercado imobiliário apontam que, além da preservação do patrimônio urbano, o retrofit responde à procura por endereços exclusivos em áreas centrais e funciona como alternativa aos lançamentos em locais onde terrenos são escassos e os preços por metro quadrado estão entre os mais altos das cidades.

Com informações de Portalin