Transmissão: Record

O ano de 2025 foi de ajustes e consolidação para a economia brasileira, com efeitos sentidos por famílias, empresas e investidores. Entre os pontos centrais do período estiveram a evolução do PIB, o controle da inflação, a manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado e avanços na regulação de reformas estruturais.

Desempenho do PIB e setores que impulsionaram o crescimento

As previsões no início de 2025 apontavam para um crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB). Ao fim do ano, a expansão anual ficou estimada em cerca de 2,5%, sustentada principalmente pelos serviços e pelo agronegócio. Apesar do resultado positivo, houve preocupação quanto à necessidade de distribuir melhor os ganhos para ampliar o poder de compra e elevar o investimento de longo prazo.

Inflação e custo de vida

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve trajetória controlada em 2025: acumulou 3,73% até outubro e tinha projeção de fechamento em 4,45%, abaixo do teto da meta de 4,5% definida pelo Banco Central. Fatores como a desvalorização cambial e a alta de commodities pressionaram custos de importados, mas houve alívio em preços de alimentos (queda em itens como leite, arroz e frutas) e recuo na tarifa de energia elétrica em outubro.

Política monetária, Selic e crédito

O Banco Central manteve a taxa Selic em nível elevado durante 2025, em torno de 15% ao ano, adotando postura contracionista frente a pressões inflacionárias. Esse patamar elevou o custo do crédito para consumidores e empresas, encarecendo financiamentos, empréstimos pessoais e o rotativo do cartão de crédito, o que pressionou o consumo e as finanças familiares.

Com a Selic alta, o CDI acompanhou o ritmo e favoreceu produtos de renda fixa pós-fixada. Ao mesmo tempo, a bolsa (Ibovespa) registrou volatilidade, mas acumulou valorização próxima de 28% ao longo do ano, impulsionada por entrada de capital estrangeiro e expectativas de cortes futuros de juros.

Reforma Tributária e acordos comerciais

Em 2025 ocorreu etapa relevante da implementação da Reforma Tributária decorrente da Emenda Constitucional 132/2023, com a promulgação da Lei Complementar 214/2025, que detalhou o funcionamento do IVA dual (CBS federal e IBS compartilhado) e regras de transição. A mudança prevê simplificação gradual dos tributos sobre consumo, com transição prevista até 2033.

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No comércio exterior, o Brasil intensificou ações para ampliar trocas internacionais, utilizando o Mercosul como plataforma e avançando no acordo Mercosul-EFTA, medida que beneficiou especialmente o agronegócio e contribuiu para manter superávit comercial.

Trabalho, agronegócio e finanças pessoais

O mercado de trabalho apresentou baixa histórica de desemprego, mantendo taxa entre 5,4% e 5,8% durante 2025. Ainda assim, a informalidade permaneceu elevada, alcançando entre 37% e 38% dos ocupados. A massa salarial e o rendimento real médio cresceram, mas a pressão da inflação sobre alimentos e serviços limitou a melhora do poder de compra.

O agronegócio registrou safra recorde de grãos e contou com o Plano Safra 2025/2026, que disponibilizou cerca de R$ 516 bilhões em crédito para custeio, investimento e modernização, com foco em sustentabilidade e inovação.

Na perspectiva para 2026, as projeções de crescimento do PIB variam entre 1,5% (Banco Central) e 2,2% (Banco Mundial), em cenário de política monetária mais restritiva, continuidade das reformas e desaceleração global. A organização financeira e o planejamento seguem apontados como medidas centrais para enfrentar a conjuntura.

Com informações de Blog.cresol