R$ 1 bilhão até 2026: o plano do empresário que deixou de captar para financiar obras
Marcos Colvero quer transformar a Rock em alternativa de crédito para incorporadoras fora dos grandes centros
Depois de mais de três décadas ajudando incorporadoras a levantar recursos, o gaúcho Marcos Colvero mudou de papel no mercado imobiliário: hoje ele financia obras.
O novo papel no setor
Colvero fundou a Rock há quatro anos com objetivos claros: suprir a falta de crédito para a etapa de produção — a fase que garante dinheiro para canteiros, fornecedores e insumos.
Em vez de buscar recursos para terceiros, a empresa passou a liberar capital diretamente para construtoras e loteadoras de pequeno e médio porte.
Números que sustentam a aposta
Ao longo da carreira, o executivo participou de mais de 50 empreendimentos que somaram cerca de R$ 5,5 bilhões em VGV.
Na Rock, as operações já alcançaram entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões em crédito concedido, viabilizando aproximadamente R$ 2,5 bilhões em VGV.
A carteira inclui 38 projetos, 15 deles concluídos — um sinal de maturidade operacional para quem financia obras.
Como a Rock opera na prática
A empresa atua em três frentes: crédito para produção imobiliária, participação direta em projetos e estruturação customizada de operações.
Isso significa desde repasses para obras até modelos híbridos, como multipropriedade e acordos com proprietários de terrenos.
Foco regional e tipos de projeto
A atuação concentra-se no Sul, no interior de São Paulo e em Minas Gerais, com algumas iniciativas no Nordeste.
O recorte geográfico busca atender incorporadoras fora dos grandes centros, onde o acesso a financiamento costuma ser mais limitado.
Imagem: Divulgação
Tecnologia, prazos e acompanhamento
A Rock combina análise financeira com monitoramento de obra, gerenciando pagamentos para trazer previsibilidade aos projetos.
Hoje, a aprovação inicial leva cerca de 15 dias e o desembolso pode ocorrer em até 45 dias — metas internas já miram reduzir esses prazos.
Quem está por trás do capital
A estrutura societária reúne investidores com histórico no mercado imobiliário, no setor financeiro e em tecnologia digital.
Essa composição reforça a proposta de unir conhecimento operacional à capacidade de inovar processos de crédito.
O que significa para incorporadoras
Para construtoras de menor porte, o acesso mais rápido e previsível a recursos pode destravar obras e acelerar entregas.
Na prática, isso tende a reduzir gargalos logísticos e a permitir que projetos em cidades médias de fato saiam do papel.
Próxima meta e impacto
O objetivo é claro: alcançar R$ 1 bilhão em crédito concedido até o fim de 2026. Se cumprir a meta, a Rock terá ampliado significativamente a oferta de capital para produção imobiliária no país.
O resultado poderá mudar a dinâmica local de financiamento e abrir caminho para novos modelos de parceria entre investidores, terrenos e incorporadores.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6