Embrapa cria salmão, caviar e anéis de lula veganos impressos em 3D
Projeto de 30 meses reproduz formato, sabor e composição nutricional com “tintas” vegetais — aplicação pode ir de combate à fome a alternativas para pesca e consumo ético
Técnica, insumos e possíveis caminhos para o mercado
Os cientistas buscaram combinar macronutrientes — carboidratos, lipídios e proteínas — para que a composição final se aproxime da carne animal. Parte dos ingredientes vem dos bancos de germoplasma da instituição, uma coleção extensa de material genético que permite ajustar características nutricionais. Além da fórmula, a pesquisa explora enriquecimento através de nanoingredientes para aumentar valor nutricional sem perder textura. Financiada por uma ONG internacional voltada a alimentos alternativos, a iniciativa abre cenários distintos: impressão doméstica para cozinhas e restaurantes ou produção em escala industrial. Produtos similares já circulam em países como Austrália, EUA, Israel e Singapura, e no Brasil grupos universitários também testam impressão alimentar em parcerias internacionais. A transição para o mercado dependerá de modelos de negócio, regulação e aceitação do público — mas a tecnologia desenha alternativas concretas para reduzir pesca predatória, atender restrições alimentares e ampliar opções contra a fome.
Imagem: Ap

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6