O seguro-fiança, alternativa ao fiador em contratos de locação, oferece principalmente garantia contra inadimplência do aluguel, mas não assegura automaticamente reparação de prejuízos ao imóvel. A extensão da proteção a danos depende de previsão expressa na apólice e da contratação de coberturas específicas.
Segundo o advogado Stefano Ribeiro Ferri, especialista em direito do consumidor e imobiliário, o produto funciona como garantia do contrato de locação. Ele afirma que, em casos de vandalismo ou danos intencionais cometidos pelo locatário, a cobertura só pode existir quando estiver prevista na apólice, o que nem sempre ocorre nos planos disponíveis no mercado.
Na prática, portanto, o seguro-fiança atua como uma camada adicional de proteção ao proprietário, mas não deve ser encarado como uma garantia automática contra todo tipo de prejuízo relacionado ao uso do imóvel pelo inquilino. É necessário conferir, em cada apólice, quais riscos foram contratados e quais exclusões e limites foram definidos.
E o seguro residencial?
A lógica aplicada ao seguro residencial é parecida: a opção costuma complementar a proteção do imóvel, mas não cobre de forma automática danos provocados por inquilinos, especialmente quando há intenção. Camila Beck, da Gerência de Negócios em Afinidades da Simple2u, explica que o seguro residencial tradicional é pensado para eventos súbitos e imprevistos, como:
- incêndio
- fenômenos naturais
- danos elétricos
Beck ressalta que, embora danos intencionais praticados pelo locatário possam ficar fora da cobertura padrão, há proteções adicionais que podem ser contratadas para situações específicas. Entre exemplos citados estão coberturas para quebra de vidros, espelhos, mármores e granitos, que podem responder a danos em janelas ou superfícies, e cobertura contra roubo ou furto qualificado, acionável quando há sinais de arrombamento ou evidência de crime.
Imagem: Divulgação
Mesmo com essas possibilidades, as coberturas complementares não substituem a responsabilidade do inquilino prevista no contrato de locação, sobretudo quando há comprovação de dano intencional. Por isso, ao contratar seguro residencial, é recomendável avaliar pacotes que permitam ampliar a proteção do imóvel alugado, incluindo opções voltadas a estrutura e itens fixos.
Para proprietários, a orientação é ler atentamente as condições da apólice e optar por coberturas compatíveis com os riscos do imóvel durante a locação. Quem tiver dúvidas sobre o tema pode enviar questionamentos para [email protected].
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6