Com a realização de eventos como o Lollapalooza Brasil, marcado para os dias 20 a 22 de março em São Paulo, cresce a procura por seguros que reduzam prejuízos relacionados a ingressos e aparelhos celulares. Entre a multidão, o celular — usado para acesso ao evento e para registrar momentos — fica exposto a furtos e danos, enquanto a compra antecipada de entradas pode levar a perdas financeiras se o consumidor não puder comparecer.
Proteção para ingressos
O chamado seguro para ingresso costuma ser oferecido no momento da compra, como um adicional no checkout de plataformas como Sympla, Eventim, Ticket360 e Ingresso.com. O preço do serviço é calculado como um percentual do valor do ingresso e a opção de contratar geralmente aparece antes da conclusão do pagamento.
Segundo Natalia Pedrosa, gerente de novos negócios da MetLife Brasil, esse tipo de seguro reembolsa o valor do bilhete quando o comprador é impedido de ir ao evento por motivos previstos na apólice. Quem adquire entradas com antecedência — prática comum para shows disputados — busca a proteção justamente por causa do intervalo entre a compra e a data do evento, que amplia a chance de imprevistos.
Entre os motivos mais frequentemente cobertos estão problemas de saúde, perda involuntária do emprego e obstáculos logísticos que impeçam o deslocamento até o local. Pedrosa ressalta, porém, que alterações na data do evento ou cancelamentos são normalmente tratados pela organização ou pela bilheteria, não pelo seguro vendido na compra do ingresso.
Proteção para celular
O celular, além de servir como meio de entrada, é amplamente utilizado para fotos, vídeos e comunicação, o que o torna vulnerável em ambientes lotados. Fernando Bertasson, vice-presidente executivo da Ciclic, afirma que furtos em meio à multidão são o principal risco, mas danos acidentais — como quedas, impactos e contato com líquidos — também ocorrem com frequência.
Dados da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box indicam que 19% dos brasileiros entre 16 e 29 anos possuem seguro para smartphone, proporção superior à de outras faixas etárias. O levantamento também aponta que 36% dos brasileiros com celular já sofreram furto ou roubo do aparelho ao menos uma vez, o que ajuda a explicar a demanda por esse tipo de proteção.
As coberturas sofreram evolução nos últimos anos e hoje há planos que contemplam desde furto simples até roubo, furto qualificado e danos acidentais. Em caso de sinistro, o procedimento padrão envolve registrar a ocorrência e bloquear o aparelho, acionar a seguradora e enviar documentos como boletim de ocorrência e nota fiscal. A indenização pode ocorrer via conserto, reposição do aparelho ou pagamento em dinheiro, conforme o contrato.
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Cuidados básicos durante shows
Especialistas consultados destacam que o seguro não substitui medidas preventivas. Entre as recomendações estão fazer backup dos dados, ativar recursos de localização e bloqueio antes de sair de casa e cadastrar o dispositivo no aplicativo Celular Seguro do Governo Federal.
Também é aconselhável evitar bolsos traseiros, preferir bolsas com zíper ou pochetes, não usar o aparelho em áreas muito cheias e escolher locais menos lotados para enviar mensagens. Camila Beck, gerente de negócios em afinidades da Simple2u, observa que jovens se preocupam mais com furtos e danos, enquanto profissionais autônomos buscam a proteção para não ter prejuízos que afetem o trabalho.
Essas medidas combinadas ao seguro podem reduzir o impacto financeiro caso ocorra um imprevisto durante o festival.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6