A falta de um entendimento entre Irã e Estados Unidos mantém os mercados internacionais em alerta no início da semana. Durante o fim de semana, o presidente americano Donald Trump classificou como “totalmente inaceitável” a resposta iraniana a uma proposta de paz apresentada por Washington, segundo relatos da imprensa.

O impasse entre os dois países dificulta a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, o que tem sustentado a alta dos preços da commodity. Os contratos futuros do petróleo tipo Brent, referência internacional, operavam com alta superior a 2%, rondando os US$ 104 por barril.

Além do foco nas tensões geopolíticas, investidores monitoram uma agenda econômica relevante ao longo da semana. Nos Estados Unidos, dados e indicadores de inflação devem influenciar as expectativas do mercado. No Brasil, a divulgação de indicadores de inflação também está no radar dos operadores, assim como informações sobre o varejo e o setor de serviços.

A temporada de balanços corporativos segue ativa e amplia o fluxo de notícias que pode afetar papéis específicos e índices. Entre as empresas com resultados previstos estão Petrobras, Braskem, JBS e MBRF, cujas demonstrações financeiras e orientações podem gerar volatilidade nos mercados locais e entre investidores internacionais.

O conjunto de fatores — risco geopolítico envolvendo o Irã, incertezas sobre o trânsito no Estreito de Ormuz, dados macroeconômicos relevantes e resultados corporativos importantes — tem imposto cautela às negociações e aos posicionamentos estratégicos nesta primeira parte da semana.

Imagem: Divulgação

As movimentações nos preços do petróleo seguem como um dos principais determinantes do humor dos mercados globais, enquanto economistas e agentes financeiros acompanham os desdobramentos das negociações entre Teerã e Washington e os indicadores econômicos programados para os próximos dias.

Com informações de Borainvestir.b3