A recuperação do turismo no Brasil tem nome e mecanismo: a reativação da indústria de eventos, estimulada sobretudo pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). O movimento não se limita ao aumento de visitantes, mas passa pela reconstrução da cadeia produtiva que sustenta feiras, congressos e convenções.
Levantamentos recentes dos Anuários Estatísticos do Turismo mostram que o País não apenas retomou o ritmo pré-pandemia como também avançou globalmente. O total de eventos internacionais realizados em solo brasileiro subiu de 4 em 2021 para 234 em 2024, superando os níveis observados antes da crise sanitária.
Segundo dados do Ministério do Turismo (MTur), o desempenho reposicionou o Brasil no ranking internacional: o País ganhou dez posições na International Congress and Convention Association (ICCA), alcançando o 15º lugar e mantendo a liderança na América do Sul. O avanço traduz não só volume, mas também ampliação da capacidade de atrair, organizar e operar eventos de grande porte.
O crescimento também se espalhou pelo território nacional. O número de cidades brasileiras integradas ao circuito global de eventos passou de 27 para mais de 40 em apenas dois anos, demonstrando uma descentralização que amplia o impacto econômico local. Nesse cenário, Fortaleza se destaca nas regiões Norte e Nordeste devido ao papel do Centro de Eventos do Ceará (CEC).
A cadeia produtiva acompanhou a expansão: o número de empresas organizadoras cadastradas praticamente dobrou em relação ao período pré-pandemia, enquanto o segmento de infraestrutura ampliou sua capacidade operacional, apontando para um mercado mais robusto e preparado para grandes demandas.
O efeito sobre o turismo internacional foi imediato. O Brasil voltou a atrair visitantes estrangeiros em escala crescente, alcançando 6,77 milhões de turistas internacionais em 2024 — o maior volume desde o início da pandemia — e registrando expansão relevante nos desembarques internacionais nos aeroportos.
Imagem: Douglas Filho/Portal IN
Para a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), os resultados revelam não apenas a retomada, mas também a resiliência do setor. Doreni Caramori Júnior, presidente da Abrape, afirmou que o programa foi criado para enfrentar uma situação excepcional e que os números indicam que as empresas conseguiram manter atividades, preservar empregos e retomar investimentos rapidamente; hoje é possível ver os efeitos desse processo na recuperação dos eventos, do turismo e de toda a cadeia econômica associada ao setor.
O conjunto de indicadores sugere que a indústria de eventos voltou a operar em escala ampliada, com impacto direto na atração de público internacional e na distribuição dos benefícios econômicos pelo país.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6