A SpaceX anunciou planos para fabricar internamente suas próprias GPUs, segundo documentos de registro para a abertura de capital (IPO) tornados públicos e reportados pela Reuters em 23 de abril de 2026. A intenção é reduzir a dependência de fornecedores externos e assegurar capacidade de processamento para seus projetos ligados à inteligência artificial.
No formulário entregue à SEC, o órgão regulador dos mercados dos Estados Unidos, a empresa alertou investidores sobre os custos elevados e os riscos associados à escassez de chips, fatores que podem comprometer seu crescimento. O documento também destaca que, no momento, a SpaceX não mantém contratos de longo prazo com boa parte de seus fornecedores diretos, o que aumenta a importância de desenvolver produção própria.
Terafab: o centro da estratégia
O núcleo dessa iniciativa é o complexo industrial chamado Terafab, localizado em Austin, no Texas, que está sendo desenvolvido em parceria com a Tesla e a xAI, outras empresas de Elon Musk. Diferentemente de companhias que apenas projetam chips, a proposta da SpaceX é que o Terafab cubra todas as etapas — do design à fabricação e aos testes finais.
A empresa planeja produzir processadores para diversas aplicações, incluindo carros autônomos, robôs humanoides e até data centers a serem instalados no espaço, embora a própria SpaceX reconheça que esses últimos podem ter viabilidade comercial limitada. Para viabilizar a produção, a companhia pretende contar com infraestrutura tecnológica da Intel, apoiando-se no processo de fabricação 14A, que, segundo Musk, deverá estar suficientemente maduro para uso comercial quando o Terafab alcançar escala operacional. O CEO classificou essa colaboração como o “movimento certo” para dotar a fábrica de tecnologia avançada.
O setor de semicondutores hoje opera de forma fragmentada: empresas como a Nvidia projetam chips, enquanto fábricas terceirizadas, a exemplo da taiwanesa TSMC, ficam responsáveis pela produção física. A SpaceX pretende concentrar essas etapas internamente para evitar gargalos logísticos e técnicos que limitam a oferta global de hardware para IA.
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Os próprios documentos do IPO reconhecem que a jornada será complexa e onerosa. A fabricação de chips de última geração exige precisão em escala atômica e mais de mil etapas sofisticadas — capacidades que poucas empresas dominam. A SpaceX, no registro, disse claramente que não há garantias de que os objetivos do Terafab serão alcançados dentro dos prazos previstos, ou mesmo que serão concretizados.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6