O banco suíço UBS orienta investidores a manter suas aplicações e reforçar mecanismos de proteção em resposta ao aumento das tensões geopolíticas e à maior volatilidade nos mercados. Em relatório divulgado pela instituição, a principal recomendação é que investidores de longo prazo permaneçam alocados, evitando movimentos precipitados que possam gerar perdas e perda de oportunidades.

Segundo o UBS, conflitos recentes, como os registrados no Oriente Médio, elevam a incerteza, mas historicamente tendem a provocar impacto limitado no desempenho de longo prazo dos mercados. A instituição defende uma abordagem disciplinada e com visão estrutural para atravessar episódios de instabilidade.

O direcionamento do banco apoia-se em três pilares. O primeiro consiste em fortalecer mecanismos de proteção, como operações de hedge, e ampliar exposição a ativos considerados mais seguros, incluindo o dólar e commodities. O segundo pilar recomenda maior diversificação das carteiras, com aumento de alocação em ouro, títulos de dívida de alta qualidade e outras classes de ativos, reduzindo concentração de risco.

O terceiro pilar aponta para a diminuição da exposição a ativos mais sensíveis ao ciclo econômico, como ações cíclicas e crédito de maior risco, especialmente em contextos de inflação elevada e pressões nos preços de energia. O UBS também chama atenção para os riscos associados à crise energética global e ao seu potencial efeito sobre a economia.

Antes do agravamento das tensões, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia cruzavam o Estreito de Ormuz, fluxo que foi afetado por interrupções relacionadas ao conflito. Apesar disso, o banco observa que a economia global vem se tornando menos dependente do petróleo ao longo do tempo, o que reduz a probabilidade de impactos duradouros sobre os mercados.

O relatório ressalta ainda que períodos de maior volatilidade podem gerar janelas de oportunidade. Investidores com liquidez disponível podem utilizar quedas temporárias para recompor posições gradualmente, priorizando ativos de qualidade. Nesse sentido, títulos de dívida de médio prazo são destacados como instrumentos relevantes de diversificação, diante da possibilidade de desaceleração econômica que poderia pressionar as taxas de juros para baixo.

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No cenário-base projetado pelo UBS, mesmo com a continuidade das tensões geopolíticas, os mercados acionários têm probabilidade de encerrar 2026 em níveis superiores aos atuais, o que sustenta a recomendação de manutenção das posições com ajustes táticos no risco.

Diante de um ambiente global marcado por conflitos, inflação e incertezas fiscais, a orientação do banco é evitar movimentos abruptos e conduzir uma gestão de portfólio estruturada, com foco em proteção, diversificação e horizonte de longo prazo.

Com informações de Portalin