150 trabalhadores, 4.585 carros elétricos e 48 horas: a operação que transformou o Porto de Itajaí

O navio “Grande Shanghai” trouxe a maior remessa da BYD em Santa Catarina — desembarque exigiu coordenação humana e ritmo acelerado

Na manhã de quarta-feira (27), um navio de 220 metros atracou em Itajaí com uma carga inesperada para o cotidiano do porto: 4.585 veículos elétricos distribuídos em 14 conveses. Em uma operação intensa de 48 horas, equipes da JBS Terminals mobilizaram cerca de 100 a 150 trabalhadores para retirar cada automóvel, um por vez, do interior da embarcação.

Uma logística feita de pessoas

Ao contrário das imagens automáticas que se imagina quando se fala de carros, a cena no cais contou com mãos, olhos e decisões rápidas. Motoristas especializados conduziram cada veículo para fora dos conveses, em sequência milimétrica, sob luzes potentes e o zumbido suave dos motores elétricos. O trabalho seguiu sem pausas longas para manter o fluxo e cumprir o cronograma apertado.

Escala que chama atenção

São números que impressionam: 4.585 unidades, 14 níveis dentro do navio e um prazo curtíssimo para esvaziar o porão. A chegada do “Grande Shanghai” representa a maior remessa da montadora chinesa em Santa Catarina neste ano e evidencia o ritmo acelerado de importações de veículos elétricos no país.

Impacto local em evidência

Além do esforço direto no cais, a operação mobilizou recursos do porto e gerou movimento em toda a cadeia logística local. Pequenas janelas de tempo para manobra, equipes de apoio e controle de tráfego interno tornaram a ação visível para quem passou pela região — e mostraram a dependência do porto em mão de obra qualificada para operações de grande porte.

Imagem: Divulgação


O que a cena revela

O desembarque no Porto de Itajaí não foi apenas um episódio de movimentação de carga: foi uma demonstração prática de como a chegada em massa de veículos elétricos exige coordenação humana e infraestrutura pronta para o novo fluxo. Em poucas horas, trabalhadores transformaram um navio carregado em um corredor de saída contínuo — e deixaram claro que operações desse tamanho já fazem parte da rotina logística do país.