Última chamada: declare seu IR 2026 até as 23h59 (Brasília) ou pague multa
Prazo final vence hoje — o que realmente precisa estar na sua declaração para não cair na malha fina
Por Katherine Rivas, especial para o Bora Investir
O prazo para enviar o Imposto de Renda 2026 termina hoje, às 23h59 (Brasília, UTC-3). Quem perder a hora enfrenta, no mínimo, uma multa de R$ 165,74 — e pode ver o valor subir com juros se tiver imposto a pagar. Se você ainda não enviou, o desafio agora é decidir o que é imprescindível para dar entrada sem cometer deslizes que gerem problemas depois.
O que deve ter prioridade na hora do envio
Quando o tempo aperta, priorize os dados que a Receita cruza automaticamente por meio de terceiros. Comece por informes de rendimentos (emprego, aposentadoria, aluguéis), extratos bancários e relatórios de corretoras. Informe também bens e direitos — imóveis, veículos e aplicações — e os saldos das contas.
Não esqueça dependentes e seus rendimentos: omissões nessa área são causas frequentes de inconsistência. E, se tiver operações em bolsa ou criptoativos, reúna rapidamente notas de corretagem e demonstrativos, pois esses registros também batem com as informações que as instituições enviam ao Fisco.
Enviar incompleta e retificar depois: vale a pena?
Entregar uma declaração com lacunas pode livrar você da multa por atraso. Mas há preço: a retificação costuma atrasar o processamento e pode empurrar a restituição para o fim da fila. A regra prática adotada por contadores na reta final é enviar uma versão coerente — com receitas e patrimônios declarados — e ajustar deduções menores posteriormente.
Erros que mais aparecem e como evitá-los
Os deslizes mais comuns agora são esquecer informes bancários, omitir rendimentos que constam em DIRF ou e-Financeira, e falhas em CPF de dependentes. Despesas médicas, quando declaradas de forma inconsistente, também são gatilho para revisões. Uma checagem rápida dos dados bancários para restituição e dos CPFs listados evita dores de cabeça.
Pré-preenchida ou importar a declaração do ano passado?
A declaração pré-preenchida é a opção mais ágil para quem precisa ganhar tempo: muitos dados vêm prontos, reduzindo erros de digitação. Importar a declaração anterior ajuda a não recomeçar do zero, especialmente na parte cadastral e em bens e direitos — mas exige atenção: saldos, vendas e novas operações de 2025 precisam ser atualizados.
Imagem: Adobe Stock
Documentos essenciais que você deve ter à mão
Ordem prática de preenchimento para reduzir erros
Ao abrir o sistema, siga uma sequência lógica: identificação, dependentes, rendimentos tributáveis, rendimentos isentos, bens e direitos, dívidas e ônus, pagamentos efetuados, renda variável e revisão final. Essa organização diminui o risco de pular campos importantes quando o relógio está correndo.
Como enviar: site, app ou Programa Gerador?
Últimos minutos: cheque isso antes de confirmar
Antes de clicar em enviar, confirme: rendimentos compatíveis com sua evolução patrimonial; CPFs corretos; saldos atualizados; e os principais informes de bancos e corretoras. Se houver imposto a pagar, escolha a opção de parcelamento se for necessário — é possível dividir em até oito vezes.
Fechamento
O relógio não perdoa: hoje, às 23h59 (Brasília, UTC-3), é a última chance. Priorize o que a Receita cruza automaticamente, garanta que as receitas e o patrimônio estejam informados e envie uma declaração minimamente consistente caso precise retificar depois. Agir rápido e com foco é a melhor forma de evitar multa, atrasos na restituição e risco de cair na malha fina.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6