Vulcão na Antártida emite partículas de ouro que viajam centenas de quilômetros

O Monte Erebus, localizado na Antártica e reconhecido como o vulcão ativo mais ao sul do planeta, libera diariamente cerca de 80 gramas de partículas microscópicas de ouro na atmosfera do continente. O fenômeno, observado por pesquisadores, chama atenção por combinar a atividade vulcânica da região com a presença de um lago permanente de lava no interior do vulcão.

Quem estuda o Erebus relata que as emissões contêm partículas minúsculas de ouro puro. Essas partículas são expelidas continuamente e podem ser transportadas pelo ar por longas distâncias: medições indicam que fragmentos microscópicos chegam a percorrer até 1.000 quilômetros pelo território antártico.

O transporte das partículas ocorre a partir das erupções e das emissões associadas ao lago de lava, que mantém uma atividade constante no interior do cone vulcânico. Por conta dessa persistência, o aporte diário de material metálico ao ambiente atmosférico da região é contínuo, com a estimativa de aproximadamente 80 gramas por dia.

A existência desse fluxo diário de partículas de ouro e sua capacidade de se dispersar por grandes distâncias despertaram interesse na comunidade científica que atua na Antártica. Pesquisadores acompanham o fenômeno para entender melhor a dinâmica das emissões e a dispersão dos micropartículas no clima e na geografia do continente.

Vulcão Monte Erebus na Antártica libera cerca de 80 g de ouro microscópico por dia e partículas alcançam até 1.000 km

Imagem: Divulgação

O relato sobre a liberação de ouro microscópico pelo Monte Erebus reforça o caráter singular dessa formação vulcânica, que se distingue por abrigar um lago de lava permanente e por localizar-se em uma das regiões mais remotas do planeta. As observações recentes sobre a emissão e o transporte dos fragmentos metalicos continuam a integrar estudos que monitoram a atividade do vulcão e seus efeitos ambientais na Antártica.

Com informações de Clickpetroleoegas