Barclays prevê expansão multibilionária de robótica e IA física

Um grupo de analistas do Barclays estima que o mercado de robôs com inteligência artificial e máquinas autônomas pode evoluir para uma oportunidade de trilhões de dólares até 2035. O prognóstico foi apresentado em um relatório divulgado com o título “A Década dos Robôs”.

Segundo a equipe liderada por Zornitsa Todorova, chefe de pesquisa temática de renda fixa do Barclays, veículos autônomos — já tecnologicamente mais maduros — deverão ser os principais responsáveis pelo avanço inicial. Em seguida, vêm os drones e, posteriormente, robôs humanoides de uso geral, mais complexos em termos de desenvolvimento e aplicação.

Os analistas destacam que o progresso em inteligência artificial, capacidade motora e tecnologia de baterias está levando a robótica a um novo patamar, fazendo com que a “IA física” comece a ganhar terreno em aplicações do mundo real, além das soluções centradas no digital.

O relatório aponta que a evolução da robótica criará uma cadeia de valor mais ampla e profunda do que aquela gerada pela primeira onda de produtos de IA. Hoje, a China lidera a adoção de robôs industriais e humanoides, mas o Barclays identificou cerca de 200 empresas de capital aberto vinculadas a esse tema para a próxima década, sendo aproximadamente 100 delas com pelo menos um título corporativo em circulação.

Entre os setores que devem se envolver, o banco cita montadoras e operações de armazenagem, logística e varejo. Como exemplos de iniciativas, o documento menciona o uso do Omniverse da Nvidia pelo Grupo Mercedes-Benz para recriar virtualmente fábricas com mínima interrupção, além do destaque a robótica na teleconferência de resultados da Tesla.

O relatório também lista fornecedores de componentes essenciais, como fabricantes de semicondutores e infraestrutura — incluindo Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., Samsung Electronics e Nvidia — além de fabricantes de baterias, como a EVE Energy Co. e a Contemporary Amperex Technology Co., que forneceriam a energia para essas plataformas.

Imagem: Divulgação

Os analistas classificam ainda um grupo de “facilitadores”: empresas que constroem robôs completos, como a Tesla, ou que contribuem para o ecossistema mais amplo com tecnologia, como a Amazon. A mudança para a IA física já é observada em larga escala em operações logísticas e de varejo; a Amazon, por exemplo, opera mais de um milhão de robôs em sua rede de distribuição, número que o Barclays considera possivelmente apenas uma fração do potencial futuro.

© 2026 Bloomberg L.P.

Com informações de Infomoney