A Qualcomm considera que a robótica pode se tornar uma “oportunidade maior” para a empresa nos próximos dois anos, afirmou o CEO Cristiano Amon em entrevista à CNBC durante o Mobile World Congress, em Barcelona, Espanha. Segundo o executivo, a companhia espera que o segmento comece a ganhar escala nesse intervalo, com sua atuação se estendendo além do mercado de smartphones, onde seus chips já são amplamente utilizados.
Em janeiro, a Qualcomm apresentou um processador voltado para robôs sob a marca Dragonwing. A proposta do novo chipset é operar em diferentes plataformas de robótica, em uma estratégia parecida com a adotada no setor de celulares, no qual os processadores Snapdragon são licenciados a fabricantes de eletrônicos.
Crescimento do mercado de robótica
O setor de robótica engloba aplicações variadas, desde braços robóticos para uso industrial até robôs humanoides, cuja geração está em desenvolvimento por empresas como a Tesla e por diversas companhias chinesas. Estimativas sobre o tamanho do mercado divergem: a McKinsey & Company projeta que o mercado de robôs de uso geral pode chegar a US$ 370 bilhões até 2040, enquanto analistas da RBC Capital Markets estimam um mercado total endereçável global para humanoides de US$ 9 trilhões até 2050.
Amon ressaltou a relação entre avanços de engenharia e o progresso dos modelos de inteligência artificial, que permitem aos robôs entender o ambiente e atuar com base nessas informações — categoria frequentemente chamada de “IA física”. “Muitas pessoas disseram que apenas a robótica, sozinha, poderia ser uma oportunidade de um trilhão de dólares em termos de tamanho de mercado… a realidade é que agora vemos que, por causa da IA física, os robôs se tornaram muito mais úteis”, afirmou o CEO.
Concorrência e destaques no MWC
A robótica é vista como uma área de interesse também por outros players do setor. Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou no ano passado que a área representa uma das principais fontes potenciais de crescimento para sua companhia. O tema ganhou destaque no Mobile World Congress deste ano, que exibe diferentes robôs. Entre as apresentações, a fabricante chinesa Honor mostrou uma prévia de seu primeiro robô humanoide.
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A Qualcomm aposta, portanto, que a combinação de novos chips como o Dragonwing e o avanço da inteligência artificial poderá ampliar sua presença em soluções robóticas nos próximos dois anos, transformando o segmento em uma frente relevante de crescimento para a empresa.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6