Nesta terça-feira (3), o Minicontrato Futuro de Ibovespa, conhecido como mini-índice (WIN), registrou 25,6 milhões de contratos negociados, o que representa o maior volume diário observado nos últimos quatro anos na B3.

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O aumento expressivo no número de negócios foi atribuído à atual volatilidade dos mercados. No dia, a escalada de tensões no Oriente Médio e o risco de interrupção do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz reacenderam preocupações sobre pressões inflacionárias globais, fatores que elevaram a atividade entre investidores.

O recorde histórico anterior do mini-índice ocorreu em 24 de janeiro de 2022, quando foram negociados 27,1 milhões de contratos. Naquela ocasião, os temores relacionados a um conflito entre Rússia e Ucrânia já causavam forte movimentação nos mercados.

Em períodos de forte oscilação, como o atual, a maior amplitude de preços ao longo do pregão costuma oferecer oportunidades de compra e venda em curtíssimo prazo, atraindo perfis de investidor mais agressivos, especialmente os day traders, que buscam lucrar com movimentos intradiários.

O que é o mini-índice (WIN)?

O mini-índice é um contrato futuro que replica o desempenho do Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro formada pelas ações mais negociadas na B3. Trata-se de uma versão proporcionalmente menor do contrato cheio, permitindo a abertura de posições com capital reduzido em comparação ao contrato padrão do Ibovespa.

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Esses minicontratos são bastante utilizados tanto para especulação quanto para proteção de carteiras (hedge). A negociação acontece em lotes menores: cada ponto no mini-índice vale R$ 0,20, enquanto no contrato cheio do Ibovespa o valor de um ponto é equivalente a R$ 1,00.

O movimento observado nesta terça confirma como eventos geopolíticos e riscos sobre fornecimento de commodities podem impactar a liquidez e o comportamento dos participantes no mercado de derivativos da B3.

Com informações de Borainvestir.b3