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A jornalista e cofundadora Lucy Blakiston, CEO do projeto Shit You Should Care About, participou de um painel no South by Southwest (SXSW) em Austin, no Texas, onde falou sobre carreira, jornalismo digital e a relação com as redes sociais. O encontro foi transmitido ao vivo pelo YouTube e está disponível no canal oficial do evento.
Lucy, natural da Nova Zelândia, explicou que prefere não traçar metas de longo prazo e que sua estratégia profissional passa por aceitar oportunidades e dedicar-se intensamente ao que está fazendo no momento. Na fala, ela sintetizou sua visão sobre motivação ao dizer que a obsessão tem mais peso do que a ambição para impulsionar o trabalho.
O que é o Shit You Should Care About?
O projeto começou como uma newsletter e antes disso teve origem em um perfil anônimo no Instagram, criado cerca de oito anos atrás. Desde então, cresceu para reunir mais de 3,4 milhões de seguidores e expandiu formatos, incluindo podcast, newsletter diária — com versões gratuitas e pagas — e um livro escrito por Lucy. A plataforma também trabalha com patrocínios e parcerias comerciais quando apropriado para o formato.
O objetivo declarado da iniciativa é tornar notícias complexas mais compreensíveis e priorizar temas relevantes em um cenário em que, segundo Lucy, as pessoas veem “tudo ao mesmo tempo e com a mesma atenção”. A proposta editorial busca informar sem provocar desgaste emocional, resumida na frase em inglês que orienta o projeto: “giving the news without giving the blues”.
Trajetória digital e estratégias de conteúdo
Lucy relatou que sua experiência com a internet começou na adolescência, administrando fã-clubes de One Direction aos 15 anos, o que a estimulou a buscar visibilidade e viralização. Ela disse que o crescimento da plataforma não foi por acaso, mas resultado de esforço deliberado, mesmo diante de críticas que questionavam a mistura de cultura pop com jornalismo.
Durante a pandemia, ela lembrou episódios em que artistas deixaram de seguir o perfil após publicações. Apesar da exposição pública, afirmou que mantém uma vida pessoal mais discreta e que, na rotina, é “bastante normal”.
Imagem: Divulgação
Aprendizados sobre audiência e verificações
Na conversa, Lucy compartilhou aprendizados sobre métricas e pressões por viralização. Relatou que acompanhar resultados em tempo real pode se tornar viciante e levar a postagens compulsivas; por isso, passou a reduzir o monitoramento constante de estatísticas. Também criticou a corrida para publicar primeiro e defendeu que conteúdo informativo deve ser bem apurado antes de ir ao ar.
Sobre desinformação, explicou que a prática da equipe é partir da hipótese de que qualquer informação pode estar errada, e só publicar após checagens. Ela também observou que debates públicos nas redes tendem a gerar engajamento quando são sobre assuntos leves, já que conflitos sérios nos comentários podem ser danosos.
Ao encerrar, Lucy ressaltou que o trabalho de informar é contínuo e instável: “o trabalho nunca está feito”, observou, citando exemplos de crises internacionais que exigem retorno imediato ao noticiário.
Além da participação de Lucy, outros profissionais da comunicação compartilharam experiências e reflexões nos painéis do SXSW 2026, cujas gravações estão disponíveis no canal oficial do evento no YouTube.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6