A Diaspora.Black, plataforma que conecta viajantes a experiências e roteiros afrocentrados, anunciou a abertura de uma operação em Lisboa, Portugal, marcando sua entrada oficial no mercado europeu. A expansão integra o plano internacional da startup, que também está organizando uma rodada Série A na ordem de US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 15 milhões) prevista para ser concluída nos próximos meses.
Fundada por André Ribeiro, Antonio Pita e Carlos Humberto, este último CEO, a empresa já atuou em 18 países e abriu um escritório nos Estados Unidos em 2023. Segundo Carlos Humberto, a internacionalização vinha ocorrendo de forma fragmentada e a companhia entendeu que o mercado norte-americano, embora estruturado, não era o ponto ideal para concentrar esforços naquele momento.
Motivos e validação em Portugal
A escolha por Lisboa surgiu após o fundador explorar narrativas históricas e experiências culturais pouco presentes no turismo convencional. Para testar a receptividade local, a Diaspora.Black organizou um encontro sobre afroturismo que teve público superior ao esperado: mais de 100 participantes, entre executivos do setor, gestores públicos e representantes diplomáticos, contra uma estimativa inicial de 25 pessoas. Essa resposta levou à decisão de criar uma operação local, que ainda está em fase de formalização e montagem de equipe.
Modelo de atuação
Em Portugal, a empresa pretende priorizar projetos B2B e B2G, com iniciativas voltadas para a estruturação do mercado de afroturismo — desde desenvolvimento de produtos turísticos até programas de capacitação, ações de marketing e articulação com políticas públicas. A startup já iniciou conversas com entidades locais, como a instância regional de turismo de Lisboa, para desenhar um planejamento estratégico destinado ao segmento.
Para a Diaspora.Black, Portugal funciona como um ponto de conexão entre Europa, África e América Latina, potencializando fluxos turísticos e a circulação de visitantes entre territórios da diáspora africana. Além do marketplace que intermedeia experiências, hospedagens e roteiros, a companhia opera como Destination Management Company (DMC) e desenvolve metodologias próprias para formação de comunidades e capacitação de agentes do trade.
A empresa participa ainda de projetos com instituições como BNDES, BID e CAF, com foco no desenvolvimento econômico de territórios vinculados à cultura negra, e atua na criação de narrativas, formação de profissionais e desenho de políticas públicas para transformar histórias locais em produtos turísticos viáveis.
Imagem: Divulgação
Captação e metas
A rodada Série A de US$ 3 milhões sucede um aporte seed de R$ 600 mil levantado em 2019 com a Vox Capital, investimento que ajudou a companhia a atravessar a pandemia. Conforme o CEO, a startup dobrou o faturamento nos últimos anos e projeta repetir esse desempenho em 2026, com meta de alcançar R$ 18 milhões em receita. Além de consolidar a operação portuguesa, os planos incluem fortalecer a circulação internacional de turistas, atraindo estrangeiros ao Brasil e conectando viajantes a outros destinos da diáspora.
A empresa busca se posicionar como referência global em afroturismo, atuando junto a governos e instituições multilaterais para estruturar o segmento em diferentes países.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6