Pesquisa aponta que 31% da população não possui qualquer reserva e 20% têm recursos para, no máximo, um mês
A 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, divulgada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta quinta-feira, dia 23, mostra que mais da metade dos brasileiros não dispõe de uma reserva financeira suficiente para enfrentar imprevistos.
Segundo o levantamento, cerca de um terço da população gasta mais do que recebe, situação que tende a se relacionar com maior incidência de dívidas em atraso e menor presença de poupança e investimentos. Do total apurado, 31% afirmaram não ter qualquer reserva financeira e 20% disseram que seus recursos durariam, no máximo, um mês.
Outros 43% indicaram que suas economias seriam consumidas em até seis meses. Apenas 26% da população afirmaram ter condições de manter suas despesas por mais de seis meses com o dinheiro disponível.
Amostra e perfil dos entrevistados
Foram realizadas 5.832 entrevistas em todas as cinco regiões do país. A amostra representa a população brasileira de 16 anos ou mais, incluindo todas as classes econômicas e pessoas com ou sem renda individual, considerando um universo de 168,1 milhões de pessoas, conforme a Pnad/IBGE.
No recorte entre aqueles que já investem, a situação se mostra um pouco melhor: 47% possuem reservas para até seis meses, 42% têm capacidade para mais de seis meses e 11% não dispõem de recurso algum para emergências.
Tendências de poupança e investimentos
O estudo também identificou evolução no comportamento de poupança entre 2021 e 2025. A parcela de pessoas que conseguiu economizar algum dinheiro subiu de 27% para 33%. Entre quem aumentou reservas, 44% atribuíram essa mudança à redução de gastos com lazer.
Imagem: Adobe Stock
Outra mudança observada foi o aumento de quem destina parte do salário para economizar: a participação desse grupo cresceu de 11% em 2021 para 20% em 2025. Dentre os poupadores, 38% aplicaram recursos em produtos financeiros, o mesmo percentual de 2021, enquanto a parcela que usou a economia para reformar ou construir imóvel passou de 4% para 6%.
No universo dos que conseguiram poupar, 25% realizaram investimentos em 2025, ante 18% em 2021. A poupança continua sendo o produto mais utilizado pela população em geral (22%) e também predominante entre investidores, apesar da queda de 75% para 61% nesse grupo. Títulos privados avançaram de 8% para 20% e fundos de investimento, de 9% para 14% no mesmo período.
A pesquisa detalha mudanças no comportamento financeiro dos brasileiros e revela fragilidade da maioria diante de emergências financeiras.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6