O CEO do Airbnb, Brian Chesky, anunciou na quarta-feira (20) que a plataforma passará a oferecer milhares de hotéis boutique e independentes, além de novas funcionalidades voltadas a serviços de viagem. A empresa também informou expansão em itens como armazenamento de bagagem, traslados de aeroporto, aluguel de carros e entrega de compras de supermercado.
Segundo Chesky, a postura da companhia mudou em relação aos hotéis porque a base de clientes demonstrou preferência por ambos os tipos de acomodação. Ele afirmou que, ao longo do tempo, identificaram três perfis de usuários — os que reservam apenas casas, os que buscam só hotéis e a maioria, que se abre às duas opções — e que ampliar o portfólio atende a essa demanda.
O executivo detalhou que a oferta ampliada aproxima o Airbnb do objetivo de se tornar um “superapp” de viagens: um aplicativo onde o usuário encontra moradia, experiências, serviços e hotéis, e que funcione como um agente que organiza toda a viagem. Para isso, a empresa está investindo em inteligência artificial, com ferramentas como um chatbot para atendimento ao cliente e resumos automáticos das avaliações de hóspedes.
Chesky afirmou ainda que 60% do código do Airbnb já é gerado por IA e que a companhia contratou recentemente um diretor de tecnologia que liderava projetos de IA na Meta Platforms, reforçando a transformação da empresa em uma organização nativa em inteligência artificial.
Ao explicar como o aplicativo deve evoluir, o CEO disse que a unidade central da plataforma deve passar a ser as pessoas: uma comunidade em torno da qual se ofereçam casas, experiências, serviços e outras dezenas de opções — “mais 10 ou 20 outras coisas”, conforme ele descreveu.
O executivo citou exemplos práticos para justificar a presença de hotéis na plataforma: reservas de última hora com check-in às 23h e permanência de apenas uma noite, viagens a trabalho ou destinos onde a oferta de casas é limitada, como Nova York.
Imagem: Logotipo da Airbnb. REUTERS/Dado Ruvic
Sobre a resiliência do setor de viagens, Chesky lembrou choques recentes que afetaram a empresa — a Grande Recessão, a pandemia, quando o Airbnb perdeu 80% do faturamento em oito semanas, e a inflação — e afirmou que o modelo global e variado da plataforma a torna adaptável.
Por fim, o CEO ressaltou que a empresa vê eventos de grande porte como oportunidade e citou a Copa do Mundo como potencialmente o maior evento da história do Airbnb. Ele disse que a plataforma nasceu para atender momentos assim, quando há necessidade de acomodação temporária, e defendeu que aluguéis durante eventos não significam retirada permanente de moradias do mercado. Após uma reunião geral, Chesky escreveu ao time que a empresa seguirá o cliente, oferecendo hotéis e serviços conforme a demanda, além de buscar inspirar novos produtos.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6