Desemprego sobe para 5,8% e alcança 6,3 milhões de pessoas no trimestre
IBGE: alta trimestral reflete perda de vagas em comércio e serviços, mas rendimento atinge novo recorde
O desemprego no Brasil subiu no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada pelo IBGE. A taxa passou a 5,8%, uma elevação na comparação com os três meses anteriores, e agora traduz numa fila de 6,3 milhões de pessoas em busca de trabalho.
O aumento trimestral foi de 0,4 ponto percentual. Ainda assim, o índice segue abaixo do patamar registrado há um ano — quando a taxa atingiu 6,6% — mostrando um movimento misto: recuperação anual, mas perda de ritmo nos últimos meses.
Os números por trás da pausa na melhora
Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a população desocupada cresceu cerca de 8%, o que representa quase meio milhão a mais de brasileiros sem trabalho. Já o total de ocupados caiu ligeiramente para 102,3 milhões, redução que equivale a cerca de 338 mil vagas a menos.
O nível de ocupação — a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — recuou para 58,4%, recuo marginal frente ao ciclo anterior. Especialistas do IBGE associam parte desse movimento a efeitos sazonais: setores que aqueceram no fim de 2025, como comércio e serviços pessoais, não mantiveram toda a massa de trabalhadores.
A taxa composta de subutilização ficou estável no trimestre, em 13,8%, mas apresentou queda relevante na comparação anual, reforçando que, apesar da oscilação recente, houve melhora em 12 meses.
Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil
O contingente de pessoas subutilizadas totalizou 15,7 milhões, número praticamente estável no curto prazo e bem inferior ao registrado há um ano — uma redução de cerca de 2 milhões de pessoas.
Um dado positivo: o rendimento real habitual médio alcançou R$ 3.732, atingindo novo recorde. Ao mesmo tempo, a informalidade recuou levemente, para 37,2% da população ocupada, indicando uma pequena melhora na qualidade das vagas.
O quadro que emerge é de um mercado que perde fôlego no curto prazo, mas mantém sinais de fortalecimento em comparação com 2025 — com ganhos reais de salário e queda na subutilização. Para quem busca emprego, o ritmo ainda exige cautela; para a economia, a leitura é dupla: avanços sustentáveis, porém com volatilidade sazonal.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6