O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulga nesta quarta-feira, 16, sua decisão sobre a taxa básica de juros. A maior parte do mercado financeiro trabalha com a probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, embora parte dos agentes ainda considere possível a manutenção da taxa em 14,5% ao ano.
Dados do dashboard da B3 mostram que a percepção dos investidores mudou nos últimos dias. No fim de maio, a expectativa por um corte de 0,25 ponto estava amplamente dominante, com probabilidade superior a 80%. No início de junho, a opção pela manutenção ganhou força e chegou a cerca de 70% nos dias 9 e 10 de junho. Mais recentemente, o cenário voltou a se inverter, com o corte voltando a ficar no centro das projeções.
A reunião do Copom ocorre em um contexto de aceleração da inflação no país e às vésperas da esperada assinatura de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. Na terça-feira, o petróleo Brent recuou e fechou, pela primeira vez desde março, abaixo de US$ 80 o barril.
Nos Estados Unidos, a expectativa majoritária é de que o Federal Reserve (Fed) mantenha a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% na decisão também marcada para esta quarta-feira.
Corte pode ser o último do ano
A equipe de pesquisa macroeconômica do BTG Pactual trabalha com um cenário base em que haverá um último corte de 0,25 ponto na Selic, seguido por estabilidade até o fim de 2026. Os analistas apontam que, diante da piora das perspectivas e da maior assimetria nos riscos, a opção prudente seria interromper os ajustes já em junho, mas destacam que a comunicação do Banco Central continuou indicando sequência no processo de calibragem.
As projeções para inflação mais adversas têm reduzido as expectativas por cortes adicionais ao longo do ano. Pelo boletim Focus, a taxa básica estimada para o final de 2026 subiu para 13,75% e a previsão para o final de 2027 é de 12%, contra 13,50% e 11,50% nas estimativas da semana anterior.
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Para José Aureo Viana, economista, sócio e assessor da Blue3 Investimentos, a forma como o Copom vai comunicar a decisão deve ter impacto maior que a própria medida. Ele avalia que a política monetária permanece bastante contracionista, o que permite algum espaço para ajuste, mas que o Comitê tende a manter tom cauteloso diante de inflação acima da meta, expectativas pressionadas, incerteza fiscal e sensibilidade do câmbio ao cenário externo. Viana também observa que o alívio recente no conflito no Oriente Médio reduz parte da pressão sobre petróleo, inflação e dólar, mas que essa melhora parece mais tática do que estrutural; se o petróleo voltar a subir ou se o Fed adotar postura mais dura, o espaço para cortes no Brasil pode ficar mais restrito.
O mercado agora aguarda o comunicado do Copom para confirmar se o corte de 0,25 ponto será efetivado e como o Banco Central descreve os próximos passos da política monetária.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6