Erling Haaland voltou a ser destaque após a Copa do Mundo de 2026, desta vez fora dos campos: a coleção de bolsas de luxo exibida pelo atacante vem chamando a atenção da indústria da moda e é vista como um fator para reaquecer um segmento afetado pela desaceleração do consumo global.

Peças da Hermès avaliadas em até US$ 50 mil passaram a frequentar aparições públicas e as redes sociais do jogador. Entre os modelos mais valorizados do acervo está a linha Haut à Courroies (HAC), apontada como precursora da Birkin. O guarda-roupa de Haaland também inclui criações de Louis Vuitton, Chanel e Goyard, e a coleção chega a ser estimada em cerca de US$ 860 mil no mercado de revenda.

O destaque das bolsas ocorre em um momento em que o setor de luxo enfrenta uma desaceleração depois de anos de expansão acelerada. A redução do consumo, especialmente na China, e as incertezas econômicas internacionais têm pressionado o desempenho do mercado, e grandes grupos como a LVMH registram resultados mais modestos, levando marcas a buscar novas formas de estimular a demanda.

A indústria identifica no consumidor masculino um segmento ainda pouco explorado. Relógios e joias já são comuns entre atletas de elite, e agora as bolsas começam a ganhar maior protagonismo como símbolo de estilo e patrimônio, movimento associado a nomes como Haaland, Jude Bellingham e Virgil van Dijk.

Segundo estimativas do setor, as aparições de Haaland durante o Mundial geraram cerca de US$ 8,8 milhões em valor de mídia para a Hermès, ressaltando a influência de grandes atletas na criação de desejo por produtos de alto padrão.

Relatórios do mercado também apontam mudanças estruturais. Um levantamento da consultoria McKinsey indica que o segmento de artigos de segunda mão deverá crescer entre duas e três vezes mais rápido que o mercado primário até 2027, com consumidores passando a encarar bolsas de marcas como Hermès e Goyard não apenas como acessórios, mas também como ativos de investimento.

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Além do impacto financeiro, a visibilidade das peças contribui para ampliar o debate sobre comportamentos: ao incorporar bolsas de grande porte ao visual cotidiano, Haaland ajuda a reduzir barreiras culturais que historicamente associavam esses acessórios ao público feminino, abrindo espaço para outra leitura do luxo masculino.

Em um contexto de crescimento mais lento, a busca por novos públicos tornou-se prioridade para as grandes maisons, e a visibilidade global do futebol, reforçada pela Copa do Mundo, tem funcionado como plataforma para transformar produtos de nicho em objetos de desejo em escala mundial.

Com informações de Portalin