A Hypera, fabricante de marcas como Buscopan, Neosaldina e Torsilax, afirmou nesta sexta-feira (7 de agosto de 2026) que prioriza a redução do endividamento líquido e só deve considerar operações como fusões e aquisições ou recompra de ações após atingir uma meta de desalavancagem.
Em teleconferência com analistas para comentar os resultados do segundo trimestre, o presidente Breno de Oliveira informou que o aumento de capital de R$ 1,5 bilhão realizado no primeiro trimestre teve o objetivo de acelerar a diminuição da dívida. Segundo ele, a companhia encerrou o segundo trimestre ligeiramente acima de duas vezes o Ebitda.
Oliveira acrescentou que a alavancagem deve permanecer estável até o fim do ano, mas ressaltou que a empresa definiu um patamar mínimo para a estrutura de capital antes de abrir espaço para outras formas de alocação. “Nosso objetivo é chegar a pelo menos 1,5 vez o Ebitda, antes de pensar em outras alternativas de alocação de capital”, disse o executivo ao comentar as prioridades. Embora a taxa de juros tenha caído no país, ele destacou que os níveis ainda são elevados, o que torna prudente priorizar a desalavancagem no momento.
Entre as alternativas que serão avaliadas futuramente estão M&A, maior investimento no próprio negócio, programas de recompra de ações e aumento da distribuição de juros sobre capital próprio (JCP). Mesmo assim, Oliveira repetiu que o foco atual segue sendo a redução do endividamento.
Semavy e estratégia para semaglutida
A caneta de semaglutida Semavy, que a Hypera vai comercializar no Brasil em parceria com a indiana Sun Pharma, foi outro tema central da teleconferência. Oliveira destacou que a aprovação pela Anvisa, obtida no mês passado junto com outras três concorrentes, foi um dos pontos relevantes do trimestre.
Segundo ele, nem todos os produtos aprovados terão sucesso comercial: a competitividade dependerá de custo de produção, capacidade de rentabilizar em patamares de preços mais baixos e diferenciação de produto e marca. A Hypera considera-se bem posicionada entre os novos entrantes por conta da parceria com a Sun Pharma, que já produz e comercializa a semaglutida na Índia e dispõe de escala global de fabricação. A escolha da Hypera como parceira para o mercado brasileiro foi atribuída à força da empresa em visitação médica e distribuição.
Imagem: Divulgação/Hypera
Com a chegada de novos concorrentes, parte da demanda atualmente não auditada — como canetas importadas irregularmente do Paraguai e produtos de farmácias de manipulação — tende a migrar para o mercado formal, afirmou o executivo. Oliveira observou que a entrada de novas marcas acelerou a queda de preços mais do que o esperado, mas dentro do nível previsto para médio e longo prazos.
O portfólio da Hypera complementar ao uso da Semavy, que inclui medicamentos para náuseas e constipação, além de suplementos e vitaminas, soma cerca de R$ 1 bilhão em receita anual e deverá ser beneficiado pela caneta. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) aprovou ontem o preço máximo do medicamento, mas o valor será divulgado mais próximo do lançamento nas farmácias, previsto para setembro.
Anteriormente, a Hypera informou ao Valor que esperava postura de preço semelhante à da Ozivy, caneta da EMS que foi a primeira alternativa sintética aprovada no país, atualmente comercializada entre R$ 452 e R$ 497 para doses de 0,25 mg a 1 mg.
Com informações de Valor.globo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6