TRANSMISSÃO: YouTube | além da criação de seu canal (YouTube) | de desenvolvimento pessoal (YouTube)
Alguns empreendedores estão procurando alternativas à lógica de produtividade extrema e optando por um modelo que privilegia equilíbrio e bem-estar. A prática, descrita como “empreendedorismo confortável”, tem sido adotada por profissionais que saíram do emprego formal e passaram a dar prioridade à saúde mental sem abandonar a atividade empresarial.
Quem e por que
Deya Aliaga, de 31 anos, que vive em Berlim, e Lorraine Mazwi, de 36 anos, são exemplos desse movimento. Aliaga deixou a carreira corporativa após perder o entusiasmo durante um estágio de seis meses em uma grande consultoria e iniciou trabalhos como freelancer nas noites e fins de semana. Já Mazwi, que começou na área da saúde como enfermeira e chegou à gestão aos 30 anos, decidiu sair do emprego ao tornar-se mãe solo.
O que fizeram
Ambas transformaram suas experiências em negócios independentes e passaram a usar o YouTube como plataforma central: Aliaga recorreu ao YouTube e ao Google para aprender habilidades necessárias e, com o tempo, desenvolveu serviços em gestão de projetos, criação de sistemas de conteúdo, lançamento de produtos e liderança de equipes, além de lançar seu primeiro produto digital sobre gestão de negócios e processos e criar um canal na plataforma. Mazwi registrou sua jornada de desenvolvimento pessoal no YouTube, viu crescer sua audiência e começou a oferecer mentorias focadas em marca pessoal e sistemas de gestão de negócios, mantendo também um canal na plataforma.
Como praticam o empreendedorismo confortável
Aliaga adotou três regras essenciais: uma política de “culpa zero” para reduzir a pressão constante por produzir mais; limites claros na agenda para reservar tempo de lazer; e a otimização da empresa segundo a forma como deseja se sentir diariamente, em vez de seguir apenas objetivos financeiros. Ela também buscou inspiração no conceito de “cozy gaming”, gênero de videogames voltado para desacelerar e estimular a criatividade, aplicando essa filosofia ao modelo de negócio.
Mazwi organizou o ano em quatro períodos, com o primeiro e o último trimestres mais intensos e o segundo e o terceiro com menor demanda. Nessas fases de menor movimento, ela agenda conteúdos e ações de marketing com antecedência para reduzir o ritmo e permitir férias. Em dias de maior energia, concentra-se em tarefas estratégicas; em dias de menor disposição, prioriza atividades administrativas.
Imagem: Divulgação
Contexto e números
Pesquisa realizada em 2024 com 300 empreendedores indicou que 63% relataram enfrentar esgotamento profissional, enquanto 59% conviviam com ansiedade e depressão. Esses números ajudam a explicar a busca por modelos de trabalho que evitem ciclos de sobrecarga.
Visão acadêmica
Ute Stephans, professora de empreendedorismo do King’s College London, caracteriza o empreendedorismo confortável como uma forma de empreendedorismo sustentável. Segundo ela, a autonomia buscada por quem cria empresas também aumenta o risco de burnout, porque não há um momento óbvio para encerrar o expediente. Stephans afirma que empreendedores bem-sucedidos tendem a ver o bem-estar como um investimento e que a representação midiática do empreendedor tem mudado: antes centrada no crescimento a qualquer custo, agora abre espaço para múltiplos modelos e objetivos pessoais.
O movimento pelo empreendedorismo confortável cresce entre quem busca conciliar autonomia e saúde mental, oferecendo alternativas práticas para reduzir ritmos exaustivos sem abandonar a atividade empreendedora.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6