O BTG Pactual encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões, alta de 22,6% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado superou a estimativa média de R$ 4,86 bilhões apontada por analistas consultados pela Bloomberg e foi impulsionado, segundo o banco, pelo avanço em crédito corporativo e gestão de recursos.

A receita total atingiu R$ 10,4 bilhões entre abril e junho de 2026, expansão de 16% na comparação anual. A rentabilidade também se manteve elevada: o retorno ajustado anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 26,7%, ante 26,6% no primeiro trimestre de 2026, acima do patamar de longo prazo indicado pela instituição (acima de 25%).

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o lucro líquido ajustado se aproximou de R$ 10 bilhões, aumento de 31,4% frente aos seis primeiros meses de 2025.

O crédito foi uma das principais fontes de crescimento. A carteira total alcançou R$ 366,6 bilhões ao fim de junho, expansão de 24% em 12 meses. Corporate Lending registrou carteira de R$ 288,5 bilhões, avanço anual de 21,3%, e a receita da divisão de Corporate Lending e Business Banking chegou a R$ 2,5 bilhões, cerca de 19% superior ao registrado um ano antes.

A oferta de crédito ao consumidor também cresceu: a carteira de Consumer Finance totalizou R$ 78,2 bilhões, aumento de 35,2% na comparação anual e de 6,2% em relação ao primeiro trimestre de 2026. A partir do segundo trimestre, o banco passou a consolidar sua participação de 48% na plataforma MeuTudo — operação concluída em abril — e a unidade de Consumer Finance e Banking teve receita de R$ 1,5 bilhão, alta de 37% na comparação trimestral.

Investment banking recua 46,1%

A área de investment banking apresentou desempenho contrário ao resto do banco: a receita caiu 46,1% em relação ao segundo trimestre de 2025, para R$ 421,4 milhões, e recuou 33% frente ao primeiro trimestre de 2026. O banco atribuiu a queda à menor atividade no mercado de dívida e à base de comparação elevada, depois do melhor resultado histórico da divisão em 2T25, impulsionado por operações de fusões e aquisições. Já a área de Sales & Trading registrou receita de R$ 1,9 bilhão, praticamente estável na comparação anual.

Ativos sob gestão chegam a R$ 2,7 trilhões

O volume de ativos sob gestão e administração totalizou R$ 2,7 trilhões ao fim de junho, alta de 24,6% em 12 meses. A captação líquida do trimestre foi de R$ 59 bilhões. Em Asset Management, os ativos sob gestão e administração somaram R$ 1,4 trilhão, crescimento anual de 25%, com captação líquida de R$ 29,4 bilhões e receita de R$ 793,5 milhões, avanço de 27%.

BTG Pactual registra lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões no 2º trimestre de 2026

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Na divisão de Wealth Management e Personal Banking, a receita subiu 16,8%, para R$ 1,4 bilhão; a captação líquida foi de R$ 29,1 bilhões e os ativos sob gestão atingiram R$ 1,3 trilhão, alta de 24% em um ano.

Patrimônio chega a R$ 79,5 bilhões

O banco encerrou o trimestre com patrimônio líquido de R$ 79,5 bilhões, aumento de 25% na comparação anual, e ativos totais de R$ 925,2 bilhões, expansão de 41%. O índice de eficiência ajustado caiu para 37,1% (era 38,5% no 2T25 e 38,1% no 1T26). O Índice de Basileia ficou em 16%, ante 15,9% no trimestre anterior e 16,2% há um ano.

Os resultados do período mostram que o desempenho do BTG Pactual no segundo trimestre de 2026 foi marcado por recordes em lucro e receita, com crescimento sustentado por crédito, gestão de recursos e serviços a pessoas físicas, enquanto investment banking registrou retração.

Com informações de Portalin