A startup Byker, criada em 2025, desenvolveu um modelo de franquia 100% digital voltado para a locação de motocicletas a entregadores de aplicativos e investidores interessados no segmento. A empresa estima faturar R$ 2 milhões em 2026, segundo dados divulgados pela própria companhia.

O que é e como funciona

A operação não exige lojas físicas: a gestão é centralizada em um sistema próprio, o Smart Byker, que integra controle de frota, fluxo financeiro, manutenção e acompanhamento de infrações em tempo real. No modelo apresentado, o franqueado adquire as motos — com foco na Honda CG 160 — e a Byker fica responsável pela operação, incluindo documentação, contratos, rastreamento e gestão operacional.

A escolha por um único modelo de motocicleta se baseia em critérios de demanda e resiliência do ativo. De acordo com a empresa, cerca de 70% do público final são motoboys, que preferem a marca japonesa pela durabilidade e menor ocorrência de falhas. Para o investidor, a baixa desvalorização do veículo — com queda de até 5% ao ano, segundo a Byker — reduz o risco do investimento.

Mercado e justificativa

Os números do setor reforçam a aposta: o Anuário Brasileiro do Setor de Locação 2026, da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), aponta que a frota de motocicletas para aluguel saltou de 7.856 unidades em 2021 para 130.751 em 2026, alta acumulada de 1.564% em cinco anos.

Investimento e retorno

A Byker apresenta um modelo escalável para investidores. O aporte inicial para uma frota de três motos é de R$ 79.185, valor que inclui as motocicletas, taxas e legalização. Para cinco motos o investimento sobe para R$ 129.089; para dez, R$ 255.601; e para 20, R$ 511.202.

Segundo a empresa, a taxa de franquia varia conforme a escala (R$ 7.500 para três motos; R$ 12.500 para cinco; R$ 25.000 para dez; e R$ 50.000 para 20). A projeção de resultado mensal para o franqueado é de R$ 3.000 (três motos), R$ 5.000 (cinco), R$ 10.000 (dez) e R$ 20.000 (vinte). A Byker afirma que 100% do faturamento entra inicialmente na conta do investidor, que depois repassa as taxas de royalties e marketing. O prazo estimado de payback varia entre 14 e 19 meses, dependendo da escala.

Segurança e automações

O sistema operacional inclui mecanismos de segurança, como bloqueio remoto do veículo em caso de inadimplência, para ampliar o controle sobre a operação.

Imagem: Divulgação

Expansão e metas

Com operações já em andamento no Rio de Janeiro, a Byker conta atualmente com três franqueados e 35 motocicletas em circulação. A meta é chegar a 30 franqueados e 300 motos na capital fluminense até o fim do ano e iniciar atuação em São Paulo com um projeto inicial de 100 a 150 veículos.

A empresa já registrou faturamento de R$ 150 mil, recebeu aporte de R$ 400 mil de um investidor e projeta faturar R$ 2 milhões em 2026. No médio prazo, a ambição anunciada é operar 1.000 motocicletas no Rio de Janeiro e 3.000 em São Paulo até 2027.

O modelo, segundo os fundadores, prioriza operação enxuta e motocicletas em circulação gerando receita, com foco em tecnologia e escalabilidade.

Com informações de Infomoney