Carlos Slim e familiares registraram ganhos ao reduzir participações em empresas petrolíferas nos Estados Unidos, cujas ações subiram com a elevação dos preços da gasolina motivada por tensões geopolíticas, segundo dados compilados pela Bloomberg.
O veículo de investimentos da família, Control Empresarial de Capitales, vendeu neste ano cerca de US$ 497 milhões em ações da PBF Energy, uma operação que representou uma redução de mais de um terço da participação, após as ações da refinaria quase dobrarem de valor em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã. A família também se desfez de quase US$ 40 milhões em ações da Talos Energy, com ambas as cotações tendo subido mais de 30% no ano.
Registros regulatórios dos Estados Unidos mostram que março concentrou o maior volume de transações da família na PBF Energy neste ano, mês em que as ações da Talos atingiram seu maior patamar em três anos, conforme compilação da Bloomberg.
Em entrevista por telefone, Arturo Elias Ayub, genro de Slim e porta-voz da família, afirmou que as empresas envolvidas estavam tendo bom desempenho, mas que a posição do grupo havia crescido demais, tornando apropriado realizar vendas a preços atrativos, e que isso não configura mudança na estratégia de investimentos.
Posição e histórico de investimentos
Slim é apontado como a pessoa mais rica da América Latina, com fortuna estimada em US$ 130 bilhões pelo Índice de Bilionários da Bloomberg. Aos 86 anos, o magnata tem ampliado sua exposição a companhias de petróleo e gás nos últimos anos, tornando-se um dos maiores investidores privados do setor no México.
O histórico de aquisições da Control Empresarial de Capitales inclui compras de ações da PBF durante a pandemia, quando a demanda por gasolina caiu significativamente; essas posições geraram lucros substanciais em 2022, quando a economia reabriu e a invasão da Ucrânia pela Rússia afetou o fornecimento de combustíveis refinados.
Dados da Bloomberg indicam que as ações vendidas da PBF neste ano alcançaram valores até 268% superiores aos preços pagos em 2025. As vendas mais recentes ocorreram em 7 de abril, quando a família negociou ações da PBF por até US$ 47,50, montante cerca de 70% superior ao preço das ações no final de 2025. Foi também a primeira ocasião em que a família reduziu sua participação na Talos desde que se tornou acionista em 2023.
Imagem: 2025 Bloomberg Finance LP
Representantes da PBF, da Parsippany e da Talos — esta última com participação em um dos projetos energéticos mais promissores do México — não responderam a pedidos de comentário.
Apesar das vendas, Slim permanece entre os principais acionistas da PBF e da Talos, com participações avaliadas em mais de US$ 1,3 bilhão no total, de acordo com o índice de riqueza da Bloomberg. Neste ano, sua fortuna cresceu em cerca de US$ 19 bilhões, impulsionada em parte pelo desempenho de seu conglomerado de telecomunicações América Móvil, que controla a Claro.
Além de investimentos em petróleo e gás, o grupo de Slim detém ativos no setor financeiro, por meio do Grupo Financeiro Inbursa, e em infraestrutura, como a empresa espanhola FCC. A Control Empresarial de Capitales também possui participação na Harbour Energy, com sede em Londres, que atua no setor energético mexicano.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6