Greg Raiff, CEO da Elevate Jet, afirmou que não existe escassez de combustível de aviação e classificou relatos contrários como motivados politicamente. A declaração ocorre em meio a cortes de voos por grandes companhias aéreas, preocupações com um eventual fechamento do Estreito de Ormuz — que poderia interromper mais de 20% do abastecimento mundial — e previsões de déficit na Europa em junho de até 23 dias.
Segundo Raiff, em entrevista à Fortune, ele não identificou falta de querosene em operações de jatos privados e ressalta que a demanda por esse segmento se manteve firme e até cresceu ligeiramente desde o início do conflito que elevou os preços do combustível. “A aviação cresceu neste ano em termos de demanda total, total de horas voadas e volume total de chegadas e partidas, em escala global”, disse ele à publicação.
Dados citados pelo CEO apontam também mudanças no uso de jatos corporativos: segundo a consultoria ESGauge, 48,8% das empresas do S&P 500 agora autorizam que seus CEOs utilizem aeronaves corporativas para fins pessoais, percentual que era de 6% em 2021.
Raiff admite, entretanto, observar práticas de exploração de preço em aeroportos e terminais privados. No mercado aberto, o preço do combustível de aviação está acima de US$ 4 por galão; em uma instalação em Washington, segundo ele, proprietários de jatos chegaram a pagar US$ 10,42 por galão. Além disso, citou encargos adicionais de cerca de US$ 1 em impostos e taxas e aproximadamente US$ 5 por serviços de abastecimento, o que ele diz elevar o custo final para mais de US$ 10 por galão.
O executivo avaliou que passageiros do setor privado são pouco sensíveis a aumentos de preço, o que pode reduzir a pressão para que aeroportos abaixem tarifas mesmo após o fim do conflito.
Sobre os cancelamentos massivos de assentos por companhias aéreas comerciais, Raiff atribui a decisão à tentativa de escapar da obrigação contratual de operar rotas pouco lucrativas. Para manter slots em aeroportos, as empresas precisam cumprir um mínimo de voos; com o preço do combustível aproximadamente o dobro do período anterior ao conflito, muitas rotas passaram a dar prejuízo. Ele observou que diversos voos cancelados tinham destinos como Dubai ou Riad e que as companhias vinham declarando força maior para reduzir operações enquanto preservam seus horários.
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Raiff alertou que um aperto real pode ocorrer no outono do Hemisfério Norte (setembro a dezembro) caso os Estados Unidos permaneçam em conflito com o Irã. Seu argumento é que querosene de aviação e óleo para aquecimento são produtos semelhantes e competem na produção das refinarias, o que poderia gerar disputa entre abastecer residências e abastecer aeronaves.
Ele concluiu que, com base em sua experiência de 35 anos no setor, não vê risco imediato de falta global de combustível de aviação.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6