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Forças armadas dos Estados Unidos estão organizando operações, previstas para os próximos dias, para abordar petroleiros e apreender embarcações comerciais associadas ao Irã em águas internacionais, afirmaram autoridades americanas. A ação amplia a pressão naval além do Oriente Médio.
O planejamento ocorre em meio ao fortalecimento do controle militar iraniano sobre o Estreito de Ormuz. No sábado (18), várias embarcações comerciais sofreram ataques, e as autoridades do Irã declararam que a passagem está sendo “estritamente controlada”. No dia anterior, o chanceler iraniano havia assegurado que o estreito permanecia totalmente aberto ao tráfego, declaração que foi comemorada pelo presidente Trump.
Segundo o governo americano, a intensificação das medidas visa dois objetivos: forçar a reabertura do estreito e obter concessões do Irã no tema do programa nuclear. O presidente Trump afirmou na sexta-feira que o Irã teria aceitado entregar aos EUA seu estoque de urânio altamente enriquecido — informação negada por Teerã. Também estão em discussão o prazo para eventual suspensão do enriquecimento e a liberação de bilhões de dólares congelados em outros países.
Até o momento, os EUA já impediram 23 navios de deixar portos iranianos como parte de um bloqueio conduzido pelo Comando Central americano. A expansão da operação permitirá a captura de embarcações ligadas ao Irã em qualquer ponto do globo, incluindo petroleiros que já navegam fora do Golfo Pérsico e cargueiros que possam transportar armamentos destinados ao regime.
O chefe do Estado‑Maior Conjunto, general Dan Caine, declarou que os Estados Unidos “vão perseguir ativamente qualquer embarcação com bandeira iraniana ou qualquer navio que tente dar apoio material ao Irã”, citando inclusive as embarcações da chamada frota “fantasma” que transportam petróleo iraniano e tentam burlar regras, sanções e exigências de seguro. A iniciativa terá apoio do Comando Indo‑Pacífico e integra a campanha interna denominada “Economic Fury” (Fúria Econômica).
A porta‑voz da Casa Branca, Anna Kelly, disse ao Wall Street Journal que Trump vê na combinação entre bloqueio naval e as medidas econômicas um caminho para pavimentar um acordo de paz.
O anúncio acontece no fim de um cessar‑fogo temporário previsto para expirar na próxima semana. Rodadas de negociação recentes, incluindo uma sessão no Paquistão, terminaram sem avanços e não há data marcada para nova reunião. Autoridades relatam que ambos os lados se preparam para a possibilidade de retomada dos combates, embora nenhum demonstre aparente vontade de retornar a uma guerra em larga escala.
O Irã dispõe de milhares de mísseis de curto e médio alcance e já iniciou a retirada de lançadores de depósitos subterrâneos. Autoridades americanas avaliam que sua indústria de defesa sofreu bombardeios pesados, o que dificultaria reposições rápidas. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que tropas americanas estão “em prontidão máxima” para retomar operações caso as negociações fracassem, mas o governo não sinaliza intenção de empregar forças terrestres, medida impopular nos EUA e com risco de baixas.
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Hegseth ressaltou que ataques a usinas de energia iranianas permanecem uma opção, embora impliquem riscos de retaliação por parte do Irã contra a infraestrutura energética de aliados árabes, como a Arábia Saudita. Assim, o governo tem priorizado medidas econômicas como alavanca central.
Grande parte das exportações iranianas de petróleo bruto — cerca de 1,6 milhão de barris por dia — destina‑se à China, comprada por pequenas refinarias independentes conhecidas como “teapot”. Autoridades americanas consideraram que a declaração de Caine também serviu como aviso à China, apesar de Pequim ter reforçado estoques nas últimas semanas.
O Departamento do Tesouro ampliou a lista de navios, empresas e indivíduos sancionados para sufocar o comércio ilícito de petróleo iraniano. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as novas embarcações e empresas sancionadas são controladas por Mohammad Hossein Shamkhani. Bessent citou que esse Shamkhani é filho de Ali Shamkhani, então principal assessor de segurança do aiatolá Ali Khamenei, morto junto com o líder iraniano no ataque aéreo israelense de fim de fevereiro que deflagrou a guerra.
A ação se soma a centenas de navios já alvo de sanções e pode resultar em abordagens. O procurador‑geral interino Todd Blanche prometeu processar quem comprar ou vender petróleo iraniano sob sanção. A Procuradoria dos EUA para o Distrito de Columbia, comandada por Jeanine Pirro, informou que mira redes sancionadas que apoiam o regime iraniano; sua Unidade de Financiamento de Ameaças teve papel chave na obtenção de mandados de apreensão de navios durante operações anteriores contra o escoamento de petróleo venezuelano.
No início do ano, as forças americanas demonstraram capacidade de rastrear e interceptar petroleiros ligados à Venezuela em alto mar, em operações nos oceanos Atlântico e Índico, em parceria entre Departamento de Defesa, Departamento de Justiça e órgãos como a Guarda Costeira. Mark Nevitt, professor associado de Direito na Emory University, avaliou que o governo atua em três frentes no mar: o bloqueio próximo ao Irã, a possível apreensão da frota sombria em outras regiões e a repressão a contrabando, descrevendo a estratégia como abrangente.
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Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6