Empresas reduzem atividades em portos cubanos após determinação norte-americana

Em 17 de maio de 2026, as companhias de transporte marítimo CMA CGM e Hapag‑Lloyd anunciaram a suspensão de operações em Cuba, em cumprimento a uma ordem emitida pelas autoridades dos Estados Unidos. A medida determina que as empresas interrompam escalas e serviços que envolvam portos cubanos.

Segundo comunicado divulgado pelas empresas, a ação foi adotada imediatamente após a determinação governamental dos EUA. As empresas responsáveis pelo transporte rodoviário e marítimo de contêineres confirmaram que deixarão de realizar chamadas em terminais cubanos enquanto estiverem vigentes as orientações recebidas das autoridades norte‑americanas.

A suspensão atinge as ligações comerciais diretas entre navios operados pelas empresas citadas e portos em Cuba. A decisão foi tomada como resposta à ordem externa, e as empresas afirmaram que atenderão às exigências regulatórias impostas pelas autoridades competentes.

Fontes indicam que a medida envolve a reorganização de escalas e rotas a curto prazo, com navios deixando de incluir paradas em portos cubanos até nova orientação. Ainda não há divulgação pública de prazos para retomada das operações ou de detalhes específicos sobre quais serviços foram impactados individualmente.

Analistas do setor marítimo e operadores portuários acompanham a situação para avaliar efeitos operacionais e logísticos associados à suspensão. Entre os pontos observados estão a necessidade de remanejamento de cargas, alterações em cronogramas de embarque e possibilidade de impactos em cadeias de abastecimento que dependem de rotas que incluíam escalas em Cuba.

Imagem: Bloomberg

As empresas reafirmaram seu compromisso com o cumprimento das normas internacionais e das determinações das autoridades governamentais. Em comunicado, ambas disseram que cooperarão com os órgãos reguladores enquanto a ordem estiver em vigor.

Não foram divulgadas informações adicionais sobre negociações ou conversas em curso entre as companhias, autoridades norte‑americanas e autoridades cubanas para tratar da suspensão e de eventuais medidas futuras.

Com informações de Valor.globo