Girafas conseguem manter-se vigilantes nas savanas africanas dormindo, em média, apenas 30 minutos por dia, segundo informações divulgadas em estudo citado pelo Science Insights. O comportamento extremamente fragmentado de sono é uma adaptação à presença constante de predadores como leões, hienas e leopardos.
Como funciona o sono das girafas?
Em vez de longos períodos de descanso, as girafas recorrem a cochilos curtos que geralmente duram entre dois e cinco minutos. Esses episódios ocorrem repetidamente ao longo do dia, somando cerca de meia hora no total. Muitas vezes os animais permanecem em pé, com o pescoço erguido e os olhos parcialmente fechados, o que facilita uma reação rápida caso surja uma ameaça.
Somente em situações de segurança absoluta as girafas se deitam, dobrando as pernas e apoiando a cabeça no corpo para entrar em sono REM. Esse tipo de repouso profundo é raro na vida selvagem e é mais frequentemente observado em cativeiro ou em áreas protegidas.
Por que tão pouco sono?
A necessidade de permanecer alerta é a principal razão para o padrão fragmentado. Uma girafa leva vários segundos para se levantar completamente, tempo suficiente para um ataque surpresa se tornar fatal. Por isso, a evolução favoreceu mecanismos que dividem o descanso em curtos períodos, minimizando a janela de vulnerabilidade diante de predadores.
Riscos associados ao sono prolongado
Dormir por longos períodos na natureza aumenta a chance de emboscadas, reduz a consciência situacional e pode comprometer a capacidade motora imediata. Entre os perigos apontados estão emboscadas fatais por carnívoros e a perda rápida da vigilância individual, o que exige maior dependência da observação coletiva do grupo.
Comparação com outras espécies
O tempo de sono das girafas contrasta com o de outros animais: por exemplo, morcegos-castanhos dormem entre 19 e 20 horas; humanos costumam ter 7 a 8 horas; e elefantes africanos têm cerca de 2 horas diárias, em sono fragmentado. Nesse ranking, as girafas ocupam a posição de menor tempo de descanso diário registrado entre mamíferos terrestres citados no estudo.
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Aspectos fisiológicos
Cientistas sugerem que o metabolismo relativamente lento das girafas, combinado com características específicas do cérebro, permite que elas suportem períodos tão curtos de sono sem sofrer prejuízos cognitivos severos. A circulação e a anatomia do pescoço também contribuem para manter a pressão sanguínea estável durante os breves momentos de relaxamento.
Esses mecanismos biológicos ajudam a explicar como o maior mamífero terrestre consegue permanecer funcional e alerta apesar de dedicar apenas uma fração do dia ao descanso.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6