Com a abertura da temporada de entrega do Imposto de Renda da Pessoa Física prevista para a próxima semana, especialistas em segurança digital alertam para a intensificação de fraudes que exploram e-mails falsos, sites clonados da Receita Federal e boletos fraudados. A novidade deste ano é a ampliação desses golpes por meio de ferramentas de Inteligência Artificial (IA), que tornam as fraudes mais sofisticadas e difíceis de detectar.
Leonardo Pinheiro Batista, sócio e diretor da área de negócios da Clavis Segurança, afirma que a combinação entre técnicas de engenharia social e recursos de IA deverá elevar substancialmente o número de ataques durante o período de declaração. Segundo o especialista, a tecnologia facilita a criação de páginas falsas e mensagens altamente convincentes.
Como os golpes têm sido aplicados
Historicamente, campanhas de phishing relacionadas ao Imposto de Renda surgem a cada ano com comunicados que buscam criar senso de urgência, como avisos de irregularidade do CPF ou convites para “regularizar” débitos junto à Receita. Batista explica que, com o avanço das ferramentas de IA generativa, caiu a barreira técnica para montar sites de phishing: hoje é possível, em poucos minutos, gerar páginas que imitam portais oficiais ou criar e-mails muito parecidos com os verdadeiros.
As fraudes costumam seguir dois objetivos principais: obter dados pessoais para abuso posterior ou induzir o pagamento de cobranças inexistentes. Entre as táticas mais usadas estão envio de boletos falsos, links para páginas de declaração ou restituição fraudulentas, aplicativos maliciosos que prometem facilitar a declaração e mensagens alegando bloqueio do CPF ou pendências fiscais urgentes.
Pico de tentativas e novas técnicas
O volume de tentativas de fraude tende a crescer ao longo do prazo de declaração e alcança o ápice próximo ao encerramento do prazo, quando muitos contribuintes ainda não regularizaram a situação. Além dos tradicionais e-mails e sites falsos, novas abordagens, como deepfakes e simulações de voz geradas por IA em ligações ou mensagens, já foram observadas e aumentam o risco de engano.
Recomendações para se proteger
Os especialistas orientam cautela com qualquer comunicação sobre o Imposto de Renda recebida por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens. A regra principal é não clicar em links encaminhados e acessar sempre os canais oficiais da Receita Federal diretamente pelo navegador.
Imagem: Divulgação
Outros sinais que indicam fraude incluem endereços que não terminam em “gov.br”, erros de português, tom alarmista nas mensagens e pedidos inesperados de informações pessoais ou bancárias. Nunca deve-se pagar boletos enviados por e-mail sem confirmação no site oficial.
Quanto à conta Gov.br, Batista recomenda a ativação da autenticação de dois fatores e o uso de aplicativos autenticadores, como Google Authenticator ou Microsoft Authenticator, em vez de códigos recebidos por SMS ou e-mail, que podem ser interceptados. Se houver suspeita de comprometimento das credenciais, a orientação é acessar o portal Gov.br, checar registros de acesso, alterar a senha e ativar a verificação em duas etapas imediatamente.
Empresas privadas costumam monitorar e derrubar páginas fraudulentas que usam suas marcas com rapidez, mas o controle sobre serviços públicos é mais complexo, o que coloca maior responsabilidade sobre os próprios usuários para identificar e evitar golpes.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6