A nomeação do advogado‑geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) avançou com placar apertado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a poucos dias da sabatina marcada para 28 de abril e da votação em plenário prevista para 29 de abril.

Placar na CCJ

Segundo levantamento mais recente, há nove votos favoráveis à indicação na CCJ, que é composta por 27 senadores e exige ao menos 14 votos para aprovar a indicação. Foram contabilizados oito votos contrários: os senadores Eduardo Girão (Novo‑CE), Esperidião Amin (PP‑SC), Magno Malta (PL‑ES), Hamilton Mourão (Republicanos‑RS), Rogério Marinho (PL‑RN), Sergio Moro (PL‑PR) e Marcio Bittar (PL‑AC). O restante dos integrantes da comissão ainda não declarou posição.

Quem confirmou apoio

Entre os votos favoráveis já confirmados na CCJ estão parlamentares da base do governo, como Augusta Brito (PT‑CE) e Rogério Carvalho (PT‑SE), além de senadores de outras siglas, como Soraya Thronicke (Podemos‑MS) e Ciro Nogueira (PP‑PI), ex‑ministro no governo Jair Bolsonaro. A presença de nomes fora da base petista é interpretada pelo Planalto como indício de que a aprovação na CCJ pode ser alcançada, embora por margem estreita.

Apostando no plenário

Aliados do governo no Senado trabalham com a projeção de que Messias terá ao menos 48 votos no plenário, número acima dos 41 necessários para confirmação no STF. A avaliação interna considera que, apesar de resistências públicas, parte do apoio pode surgir nos bastidores porque a votação em plenário será secreta. Esse mecanismo tem motivado a expectativa de um “voto silencioso” de senadores que evitam declarar posição antes da votação.

Parecer e calendário

O relator da indicação na CCJ, senador Weverton Rocha (PDT‑MA), apresentou parecer favorável em 15 de abril. O documento descreve a formação e a trajetória profissional de Messias e tem caráter mais protocolar do que decisório.

Imagem: Ricardo Stuckert/PR

Há um impasse sobre a data da sabatina: mantê‑la em 28 de abril reduz o risco de falta de quórum, enquanto adiá‑la para 29 de abril daria mais tempo para articulações com senadores. A audiência, originalmente prevista para 29 de abril, foi antecipada por receio de queda de presença na semana do feriado de 1º de maio.

Com informações de Conexaopolitica