O grupo L’Oréal abriu inscrições para o programa global de aceleração L’AcceleratOR, destinado a financiar e acelerar soluções voltadas à sustentabilidade. A iniciativa dispõe de um aporte de €100 milhões distribuídos ao longo de cinco anos e recebe candidaturas até 6 de maio.

O programa busca empresas que já tenham tecnologia desenvolvida e pronta para aplicação prática, com capacidade de escalabilidade internacional. Entre os temas prioritários estão a redução de emissões, o uso eficiente de recursos naturais e o desenvolvimento de novos materiais.

Estruturado em parceria com a Universidade de Cambridge, o L’AcceleratOR propõe um ciclo de aceleração de 12 semanas para as startups selecionadas. Durante esse período, os participantes terão acesso a mentoria especializada, sessões técnicas e a oportunidade de desenvolver projetos-piloto integrados às operações da própria L’Oréal.

Podem candidatar-se startups, pequenas e médias empresas e até grupos empresariais mais consolidados, desde que apresentem soluções em estágio avançado de desenvolvimento e com potencial de aplicação e escala global. O formato busca acelerar a implementação de tecnologias que possam ser incorporadas diretamente na cadeia produtiva da companhia.

Na primeira edição do programa, 13 empresas foram escolhidas entre mais de mil candidaturas provenientes de 101 países. Entre os selecionados está a brasileira Gás Verde, que atua no setor de biometano, evidenciando o interesse da L’Oréal por soluções com impacto direto em processos e insumos industriais.

Imagem: divulgação

As empresas aprovadas na etapa inicial passaram por um processo de avaliação que considerou maturidade tecnológica e potencial de replicação e contribuição para objetivos ambientais. O ciclo de 12 semanas inclui tanto orientação estratégica quanto testes práticos que podem se estender para pilotos em unidades da L’Oréal, conforme o estágio e a adequação das propostas.

Com o lançamento do L’AcceleratOR, a L’Oréal reforça a aposta em inovação aberta para acelerar a adoção de práticas e tecnologias sustentáveis em sua operação global, além de buscar parcerias que possam reduzir impactos ambientais ao longo da cadeia de valor.

Com informações de Portalin