A ONU Turismo avalia que o turismo no Brasil tem espaço para aumentar sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) do país, aproveitando a diversidade de destinos, a riqueza ambiental e a demanda global por experiências ligadas à natureza e à cultura.

Segundo a entidade, o momento é propício: em 2025, o Brasil registrou um recorde ao receber 9,3 milhões de turistas internacionais, de acordo com dados do Ministério do Turismo e da Embratur. Esse fluxo representou um avanço superior a 30% em relação ao ano anterior e posicionou o país entre os que mais recuperaram o turismo internacional. As receitas de visitantes estrangeiros atingiram aproximadamente US$ 7,9 bilhões (cerca de R$ 41,5 bilhões).

Apesar do desempenho, a ONU Turismo considera que o setor ainda contribui aquém do seu potencial para a economia nacional, quando comparado a mercados líderes. Para transformar as vantagens naturais do Brasil em resultados econômicos constantes, a organização aponta a necessidade de ações coordenadas que envolvam investimentos em infraestrutura, ampliação da conectividade aérea, formação e qualificação da mão de obra e promoção internacional dos destinos.

O país conta com alta biodiversidade, patrimônio cultural reconhecido e ofertas que abrangem ecoturismo, turismo de aventura, lazer, gastronomia, negócios e eventos. Essa combinação, segundo a ONU Turismo, amplia a aptidão do Brasil para atrair visitantes ao longo do ano e para espalhar os benefícios econômicos por diferentes regiões.

Estados como o Ceará podem se beneficiar estrategicamente dessa tendência. A expansão da malha aérea internacional, investimentos em infraestrutura turística, a consolidação do turismo de experiência e a valorização de atrativos litorâneos, culturais e naturais fortalecem a competitividade do estado na captação de turistas e na atração de investimentos privados.

ONU aponta que turismo pode ganhar peso na economia brasileira e abrir nova frente de crescimento

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Para a ONU Turismo, a transformação do potencial turístico em crescimento econômico exige políticas públicas consistentes e coordenação entre governos e o setor privado. Além de elevar o número de visitantes, o objetivo declarado é aumentar o gasto médio dos turistas, estender o tempo de permanência e fomentar investimentos capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento regional.

O relatório destaca que, se essas medidas forem implementadas de forma articulada, o turismo pode se tornar uma nova frente de crescimento para a economia brasileira.

Com informações de Portalin