Em parecer que embasou a operação deflagrada contra o Banco Master em 14 de fevereiro, a Procuradoria-Geral da República apontou indícios de confusão patrimonial em recursos aplicados por meio de um fundo vinculado a Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira e um dos investidores do Atlético-MG. As constatações constam no pedido de busca e apreensão assinado pela PGR e divulgado pela jornalista Natália Portinari, no portal UOL.
De acordo com o documento, o fundo Astralo 95, responsável por aportar R$ 300 milhões no clube mineiro, foi apontado pelo Banco Central como um dos veículos que teriam recebido valores desviados da instituição. Entre abril e maio de 2024, o Astralo 95 e o Reag Growth 95 movimentaram juntos cerca de R$ 1,45 bilhão, segundo relatório do BC.
Os beneficiários finais informados oficialmente são parentes de João Carlos Mansur, ex-proprietário da gestora Reag, liquidada pelo Banco Central. No entanto, a PGR questiona quem realmente detém o controle efetivo da cadeia de participações. Até novembro de 2024, o Astralo 95 era detentor de 100% das cotas do FIP Galo Forte; a partir de dezembro, 80% dessa participação passaram a ser atribuídos a Vorcaro e os 20% restantes permaneceram em nome do próprio Astralo 95.
Segundo a Procuradoria, essas alterações contradizem a versão pública de que Vorcaro seria dono da totalidade do Galo Forte FIP desde o fim de 2023. Foi por meio desse fundo que o empresário adquiriu 25% da Galo Holding, controladora da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Atlético-MG.
A investigação afirma ainda que a utilização do fundo para comprar a fatia no clube pode ter servido para mascarar a origem dos R$ 300 milhões, já que a sobreposição de operações entre os diversos fundos impede determinar se os recursos eram próprios de Vorcaro, do Banco Master ou de outras fontes.
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Procurado pelo UOL, o Atlético-MG não se manifestou sobre o caso. Por intermédio de sua assessoria, Daniel Vorcaro comunicou que não comentaria as apontadas suspeitas.
Fundos podem ter recebido quase R$ 6 bilhões do Master
Em paralelo, o Ministério Público Federal em São Paulo investiga movimentações de aproximadamente R$ 5,7 bilhões destinadas a fundos que possivelmente foram abastecidos com recursos desviados do Banco Master. O inquérito indica que empresas ligadas a “laranjas” figuravam como beneficiárias finais dessas transferências.
Com informações de Revistaoeste

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6