A Apple iniciou um planejamento concreto para a sucessão de Tim Cook no comando da empresa, e o nome de John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware, desponta como favorito para assumir o cargo de CEO. De acordo com reportagem do New York Times, as conversas internas foram aceleradas nos últimos meses.
Trajetória de mais de duas décadas na Apple
Com 50 anos, John Ternus ingressou na Apple em 2001, atuando inicialmente em projetos de tela para Macs. Desde então, construiu uma carreira marcada por promoções graduais até tornar-se o mais jovem membro do time executivo. Segundo ex-colegas, seu avanço se deu pela constância no desempenho, atenção aos detalhes e habilidade de entregar resultados sem grandes rupturas.
Estilo de gestão e decisões estratégicas
No cotidiano da empresa, Ternus opta por trabalhar em espaços abertos, ao lado das equipes, após recusar duas vezes escritórios privativos. Esse formato reforça sua imagem de gestor acessível e avesso a cadeias hierárquicas rígidas. Em 2018, foi ele quem sugeriu limitar o laser de mapeamento—tecnologia de US$ 40 (aproximadamente R$ 216) por aparelho—às versões Pro do iPhone, equilibrando inovação com margens de lucro.
Ele coordenou a migração dos chips Intel para os processadores próprios da Apple a partir de 2020 e liderou projetos como o iPhone Air, modelo ultrafino, além de participar de pesquisas sigilosas sobre celulares dobráveis. O New York Times também destaca sua disposição a defender ideias fora do padrão, como o uso de ímãs para fixar telas de iMac.
Ambiente de sucessão envolve pressões e candidatos alternativos
O processo ocorre enquanto Tim Cook, hoje com 65 anos, sinaliza desgaste e desejo de reduzir a carga de trabalho. Espera-se que, ao deixar o cargo de CEO, ele assuma a presidência do conselho, mantendo influência estratégica. Embora Ternus seja considerado o principal candidato, outros executivos também são monitorados, entre eles Craig Federighi (software), Eddy Cue (serviços) e Greg Joswiak (marketing).
Imagem: Divulgação
Desafios externos para o novo CEO
O sucessor herdará um cenário de intensa competição em inteligência artificial, área na qual a Apple avançou com cautela, além de tensões geopolíticas e dependência da manufatura na China. Navegar por tarifas instáveis e demandas por inovação será tão crucial quanto manter a rentabilidade que definiu a era Cook.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6