Petrobras anuncia alta de 18,6% na gasolina; governo arca com quase todo o aumento

Reajuste entra em vigor nesta sexta (29) e chega em meio à escalada do petróleo no mercado global

A estatal comunicou um reajuste de 18,6% no preço da gasolina vendida às distribuidoras, válido a partir desta sexta-feira, dia 29.

Na prática, o acréscimo bruto é de R$ 0,48 por litro, mas o governo liberou um desconto temporário de R$ 0,44 por litro — o que reduz o avanço efetivo para R$ 0,04 por litro.

Com isso, o preço médio da gasolina A ofertada pela companhia sobe de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro. É o primeiro aumento desde agosto de 2024, após cortes registrados em julho e novembro de 2025 e em janeiro de 2026.

Nas últimas semanas a direção da Petrobras havia indicado que um ajuste era provável, diante da pressão das cotações internacionais.

O contexto global e o reflexo nas bombas

O reajuste chega no rastro da forte alta do petróleo: desde o início do conflito entre Irã e Israel, em fevereiro, o barril Brent subiu cerca de 36%, passando de US$ 72,48 para cerca de US$ 98,74. Especialistas associam o movimento ao bloqueio do Estreito de Hormuz, rota usada por cerca de 20% do petróleo transportado no mundo.

Imagem: Agencia-brasil

O aumento nas cotações já aparece nas bombas. Dados da ANP apontam que o preço médio da gasolina nos postos subiu 5,4% desde o começo da guerra, de R$ 6,28 para R$ 6,62 por litro.

O ajuste da Petrobras, combinado ao subsídio temporário anunciado pelo governo, muda a dinâmica entre refinaria, distribuidoras e postos — e será observado de perto por consumidores e pelo mercado nos próximos dias.