O Santander Brasil registrou lucro líquido recorrente de R$ 3 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 17,6% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da redução no resultado, o banco seguiu ampliando seus negócios de crédito e manteve receitas estáveis.
Segundo o balanço divulgado pela instituição, a carteira de crédito ampliada alcançou R$ 715 bilhões, o que representa alta de 5,8% em 12 meses e de 1,3% frente ao primeiro trimestre de 2026. A receita total somou R$ 20,7 bilhões, aumento anual de 0,4%, enquanto a margem financeira bruta ficou em R$ 15,3 bilhões, praticamente estável na comparação anual.
O principal fator que pressionou o lucro foi o incremento nas despesas com provisões para perdas esperadas com crédito. O banco destinou R$ 7,65 bilhões para provisões, alta de 11,5% em relação a 12 meses atrás e de 20,6% na comparação com o trimestre anterior. Conforme o Santander, esse movimento se deve a reforços pontuais em operações do segmento corporativo e a ajustes nos critérios de baixa de créditos considerados irrecuperáveis.
Essa maior cautela na gestão de risco afetou a rentabilidade da instituição: o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu para 12,5%, ante 16,4% no segundo trimestre de 2025. Por outro lado, o banco afirmou ter registrado melhora no índice de eficiência, resultado da disciplina no controle de despesas e da continuidade de iniciativas de otimização operacional.
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O conjunto dos números mostra que o crescimento do crédito segue como motor de expansão para os grandes bancos brasileiros, mas a necessidade de elevar provisões para preservar a qualidade da carteira limita a evolução da rentabilidade em um cenário de crédito mais seletivo.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6