O espetáculo gratuito da cantora Shakira na Praia de Copacabana, previsto para este sábado (2) dentro do projeto Todo Mundo no Rio, movimenta a cidade além do aspecto musical e provoca efeitos financeiros para quem for ao evento. Um estudo da Prefeitura do Rio, feito pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) em parceria com a Riotur, estima que o impacto econômico do show chegue a R$ 776,2 milhões, valor superior ao gerado por Lady Gaga em 2025 (R$ 592 milhões) e por Madonna em 2024 (R$ 469 milhões).
A projeção do levantamento aponta um público aproximado de 2 milhões de pessoas, sendo a maioria moradores do município e da Região Metropolitana (84,6%), seguidos por turistas nacionais (13,9%) e estrangeiros (1,6%). Apesar do benefício para a economia local, especialistas alertam que a experiência pode resultar em custos relevantes para participantes que não planejam as despesas.
Show “gratuito” não é custo zero
Segundo a planejadora financeira Luciana Ikedo, autora de Vida Financeira – Descomplicando, economizando e investindo, o fato de não haver ingresso não elimina gastos: transporte, alimentação, compras de última hora e deslocamentos curtos são itens que frequentemente são subestimados. Para quem vem de outras cidades, a hospedagem costuma ser a maior despesa; para residentes, despesas menores e repetidas — refeições próximas ao palco, bebidas, lembranças e corridas por aplicativo — tendem a se acumular.
Ikedo aponta que, mesmo às vésperas do evento, ainda é possível reduzir danos ao orçamento. Recomenda definir um teto de gastos e reservar esse montante mentalmente ou por meio de uma conta ou cartão específico. Ela sugere também adotar o princípio do trade-off, cortando gastos temporários como entregas por aplicativo, corridas e assinaturas pouco usadas para abrir espaço financeiro ao lazer.
Urgência é inimiga do bolso
Ivan Zeredo, diretor de marketing do Cuponomia, alerta que a alta demanda por produtos e serviços relacionados ao evento cria sensação de urgência, levando muitas pessoas a não comparar preços. Zeredo recomenda o uso de comparadores, cupons e programas de cashback para reduzir despesas com hospedagem, transporte e serviços, mas ressalta que esses recursos devem servir para economizar, não para justificar gastos adicionais.
Cartão no bolso, atenção redobrada
A Abecs, entidade que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, lembra que o cartão tende a ser a forma de pagamento mais usada em grandes aglomerações e lista cuidados básicos de segurança:
Imagem: Divulgação
- guardar o cartão ou o celular em local seguro;
- não perder o dispositivo de vista no momento do pagamento;
- conferir se o cartão devolvido é realmente o seu;
- verificar sempre o valor exibido na maquininha antes de digitar a senha ou aproximar o dispositivo;
- evitar máquinas com visor danificado ou aparência suspeita.
A Abecs também recomenda priorizar o pagamento por aproximação (NFC), que costuma permitir transações de até R$ 200 sem senha, reduzindo o tempo de exposição do cartão. Manter notificações de uso ativadas no aplicativo do banco e agir rapidamente em caso de perda, roubo ou cobranças indevidas são medidas essenciais.
Planejamento, comparação de preços e cuidados com pagamentos eletrônicos são apontados como formas práticas de evitar que a experiência do show resulte em aperto financeiro nos meses seguintes.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6