Transmissão: Band — Horário: 13h15 (Brasília UTC-3)
A Stellantis avalia ampliar a cooperação com a fabricante chinesa Leapmotor para aproveitar tecnologia de baterias e sistemas de propulsão elétrica, com o objetivo de reduzir custos em suas marcas de grande volume na Europa, como Fiat, Opel e Peugeot, informaram pessoas próximas às negociações.
Fontes, que pediram anonimato por se tratarem de deliberações internas, afirmaram que a proposta envolve ampliar o escopo da joint venture existente entre as empresas. Hoje, a rede de concessionárias da Stellantis já comercializa modelos da Leapmotor na Europa, incluindo o SUV C10.
Negociações e obstáculos
As conversas estão em fase inicial e, segundo as fontes, qualquer acordo terá de superar questões de proteção de dados associadas ao uso de tecnologia chinesa. Além disso, as parceiras precisam considerar a regulamentação dos Estados Unidos que proibirá, a partir de 2027, a importação ou venda de veículos conectados com tecnologias ligadas à China ou à Rússia. Ainda assim, as fontes disseram que há intenção de fechar um acordo ao longo deste ano.
Na Bolsa de Milão, as ações da Stellantis subiam 0,6% às 13h15; o papel acumula queda de 31% desde o começo do ano. A empresa disse que a joint venture com a Leapmotor foi criada para combinar pontos fortes de ambas e que há discussões regulares sobre formas de ampliar a cooperação. Em apresentação recente, a Stellantis afirmou que 2025 foi um ano de implementação estratégica para a parceria, preparando terreno para uma integração mais profunda. Representantes da Leapmotor não comentaram imediatamente.
Motivações e contexto
Um acordo mais amplo permitiria à Stellantis economizar em desenvolvimento e ganhar rapidez para competir com rivais chineses como BYD e MG Motor, além de concorrentes europeus como Volkswagen e Renault. A montadora vem desacelerando sua estratégia de veículos elétricos e anunciou baixas contábeis e encargos de €22,2 bilhões (US$ 26,1 bilhões) como parte de medidas para frear a perda de participação de mercado e queda de lucros. A empresa também tem reavaliado joint ventures de baterias.
Imagem: Divulgação
Na reestruturação, a Stellantis trouxe de volta o motor Hemi V8 para as picapes Ram, readicionou motores diesel em modelos europeus como o Opel Astra e o Peugeot 308 e lançou uma versão híbrida do Fiat 500. A parceria com a Leapmotor, iniciada em 2023 sob a gestão do então CEO Carlos Tavares, incluiu a compra de uma participação de 20% por US$ 1,1 bilhão — reduzida para 15% no ano passado — e a criação da Leapmotor International.
Desde a formação da joint venture, a Leapmotor passou a oferecer três modelos na distribuição europeia da Stellantis, posicionado ao lado de modelos como o Citroën C3 e o Fiat 500. Após iniciar parte da montagem na Polônia, a empresa planeja produzir veículos ainda este ano na fábrica da Stellantis em Zaragoza, na Espanha.
O movimento ocorre enquanto a Stellantis tenta se reorganizar após perda de participação nos mercados dos EUA e da Europa. O CEO Antonio Filosa, que assumiu em junho, deve detalhar os próximos passos estratégicos em um dia de investidores em maio, após divulgação de encargos que provocaram queda de 25% nas ações em 6 de fevereiro. A companhia também mantém compromisso de investir cerca de US$ 13 bilhões nos Estados Unidos, liderado por Jeep, Ram e Dodge, enquanto os planos para a Europa esbarram em capacidade ociosa e margens pressionadas.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6