A Sunne, empresa de gestão de energia com atuação nacional, anunciou um acordo de patrocínio com o Ceará Sporting Club e o Fortaleza Esporte Clube que vai além da simples exposição de marca. O modelo transforma a adesão dos torcedores à energia por assinatura em fonte de recursos para a construção de usinas solares próprias das duas agremiações.

Por meio do serviço, consumidores podem ter desconto médio de até 15% na conta de luz e, simultaneamente, parte do pagamento mensal é destinada ao financiamento das usinas instaladas nas sedes do Vozão e do Tricolor do Pici. As instalações planejadas devem garantir autossuficiência energética aos clubes por até 25 anos.

Como funciona

A adesão é realizada pela energia por assinatura oferecida pela Sunne. Depois da contratação, uma fração do valor cobrado do assinante retorna aos clubes, viabilizando a implantação dos ativos solares que, no futuro, reduzirão despesas operacionais das estruturas esportivas.

O projeto em números:

– Presença da Sunne em 23 estados brasileiros
– Mais de 1.000 usinas solares sob gestão
– Cerca de 30 mil consumidores atendidos
– Mais de R$ 50 milhões em economia gerada
– Até 15% de desconto na conta de energia para torcedores
– Autossuficiência energética projetada por 25 anos

Novas fontes de receita e benefícios para torcedores

O modelo foi desenhado para oferecer ao torcedor alternativas além do patrocínio tradicional: além da energia por assinatura, haverá a opção de kits solares personalizados vinculados a cada clube. Esses kits incluem benefícios adicionais, entre eles anos de associação aos programas de sócio-torcedor.

Imagem: Divulgação

Segundo Yuri Frota, CEO da Sunne, a iniciativa aposta no engajamento das torcidas para construir o futuro energético do estado, unindo economia e renovabilidade. O CRO Saulo Bruno afirma que, ao transformar a conta de luz em instrumento de financiamento, a adesão passa a ser uma forma de apoiar o clube ao mesmo tempo em que gera economia pessoal e impacto ambiental positivo.

Impacto e possiblidade de replicação

O projeto surge em um contexto em que clubes buscam receitas mais estáveis e previsíveis. A geração própria de energia é apresentada como alternativa para reduzir custos de centros de treinamento e outras instalações, além de aumentar a previsibilidade financeira. A Sunne posiciona o Ceará como um ambiente de teste para essa combinação de tecnologia, ESG e engajamento, com potencial de replicação em outros clubes do país caso o modelo alcance escala.

O movimento representa uma mudança no papel do patrocinador, que, na proposta da Sunne, passa a estruturar receitas recorrentes por meio da base de consumidores, e não apenas ofertar visibilidade nas camisas.

Com informações de Portalin