A Waymo passou a contratar serviços de trabalhadores por aplicativo para fechar portas de seus veículos autônomos que alguns passageiros deixam abertas ao sair, segundo relatos e ofertas divulgadas online. A operação inclui cooperação com a DoorDash em Atlanta e o uso de plataformas semelhantes em outras cidades para resolver falhas práticas do sistema de robotáxis.
Uma publicação no subreddit r/DoorDash_Dasher exibiu a captura de tela de uma tarefa no centro de Atlanta para “fechar a porta de um Waymo”, na qual o entregador receberia US$ 6,25 (R$ 32) ao aceitar a atividade e mais US$ 5 (R$ 26) ao completá-la. Em Los Angeles, relatos publicados ao The Washington Post indicam que empresas contratadas por meio do aplicativo Honk — descrito por usuários como um “Uber do guincho” — chegaram a pagar até US$ 24 (R$ 125) para que motoristas batessem a porta e a fechassem.
Além do pagamento por fechar portas, profissionais chamados para rebocar veículos parados, como ocorreu durante um apagão recente em San Francisco, relataram recebimentos de até US$ 80 (R$ 414). Fontes ouvidas pelos veículos que divulgaram a informação afirmaram que os trabalhadores podem gastar até cerca de uma hora localizando os carros.
Quem, onde e por que
A parceria com a DoorDash é parte dos esforços da Waymo para corrigir um problema operacional: portas que, por vezes, necessitam de intervenção humana para serem fechadas. A empresa já havia adotado soluções parecidas em outras cidades e declarou que esses incidentes “não são tão comuns” enquanto continua a orientar passageiros a fechar as portas.
A Waymo, subsidiária da Alphabet, opera veículos comerciais totalmente autônomos em dez cidades dos Estados Unidos — entre elas Miami, Austin, Atlanta e Los Angeles — e anunciou planos de expansão para Dallas, San Antonio e Orlando ainda neste ano. Em outubro do ano passado, a Waymo e a DoorDash também formalizaram parceria para entregas autônomas na região metropolitana de Phoenix.
Limitações e riscos enfrentados pelos robotáxis
A própria Waymo apontou que o apagão em San Francisco funcionou como um teste de estresse que evidenciou limitações da tecnologia: o evento gerou um pico de solicitações de checagem por parte dos veículos, causando atrasos e contribuintes para congestionamentos. Em comunicado, a empresa disse que lidar com o evento representou “um desafio único para a tecnologia autônoma”.
Imagem: Divulgação
Os veículos autônomos também foram alvo de vandalismo em casos recentes: em 2024, um homem em San Francisco perseguiu carros autônomos da Cruise com um machado; operadores relataram pneus furados e peças removidas em viagens; e, em junho do ano passado, manifestantes incendiaram pelo menos seis veículos da Waymo em Los Angeles durante protestos anti-ICE.
Quando anunciou a parceria de entregas, Nicole Gavel, chefe de desenvolvimento de negócios e parcerias estratégicas da Waymo, afirmou que a empresa estava “animada para tornar as tarefas do dia a dia mais simples com o Waymo Driver”, enquanto David Richter, vice-presidente de negócios e desenvolvimento corporativo da DoorDash, disse que a aliança avançaria “nossa visão de um futuro autônomo multimodal para o comércio local”.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6