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Fortaleza foi a cidade mais atraente para projetos de padrão econômico no 4º trimestre de 2025, enquanto São Paulo manteve a liderança no segmento médio e Brasília alcançou o primeiro lugar no alto padrão, de acordo com o Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil) referente ao último trimestre do ano. O estudo foi realizado em parceria entre o ecossistema de tecnologia Sienge e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com cobertura de 80 cidades.

O IDI registra uma movimentação mais dispersa ao longo de 2025, indicando menor concentração geográfica da demanda e aumento da competitividade entre mercados regionais. No início do ano, Curitiba liderava o segmento econômico, Goiânia figurava à frente no médio padrão e São Paulo ocupava o topo no alto padrão. Ao longo das quatro rodadas do índice, houve mudança gradual desses eixos.

Números e definições dos segmentos

O estudo classifica os perfis por faixa de renda e faixa de preço dos imóveis: padrão econômico abrange famílias com renda entre R$ 2 mil e R$ 12 mil e imóveis entre R$ 115 mil e R$ 575 mil; médio padrão corresponde a renda de R$ 12 mil a R$ 24 mil e imóveis entre R$ 575 mil e R$ 811 mil; alto padrão concentra famílias com renda superior a R$ 24 mil e imóveis a partir de R$ 811 mil.

Movimentação por trimestre e destaques regionais

No segundo trimestre, cidades como Sorocaba (SP) e Belém (PA) ganharam tração, e no terceiro trimestre Fortaleza passou a comandar o segmento econômico. Capitais nordestinas como Recife, Salvador e São Luís também subiram posições ao longo do ano, contribuindo para o redesenho regional apontado pelo IDI.

São Luís registrou evolução relevante em 2025: no médio padrão saltou da 47ª para a 24ª posição; no alto padrão avançou 11 colocações (de 37ª para 26ª); e no econômico subiu sete posições. Campinas (SP) acumulou ganho de 16 posições no alto padrão e concluiu o ano entre os 15 principais mercados desse segmento.

Presença de não capitais

O interior e polos regionais também se destacaram. Sorocaba foi a única cidade não capital entre os Top 10 do padrão econômico e apareceu com relevância também nos segmentos médio e alto. Porto Belo (SC) retornou ao radar do alto padrão como uma não capital com importância estratégica.

Rankings do 4º trimestre de 2025

No fechamento do ano, os cinco primeiros colocados em cada faixa foram:

Padrão econômico (4T 2025): 1º Fortaleza; 2º São Paulo; 3º Curitiba; 4º Goiânia; 5º Recife.

Imagem: Ap

Médio padrão (4T 2025): 1º São Paulo; 2º Curitiba; 3º Goiânia; 4º Brasília; 5º Fortaleza.

Alto padrão (4T 2025): 1º Brasília; 2º Fortaleza; 3º São Paulo; 4º Goiânia; 5º Florianópolis.

Comentários dos responsáveis pela pesquisa

Gabriela Torres, gerente de Inteligência Estratégica do Ecossistema Sienge, afirmou que o padrão do IDI em 2025 mostra um mercado mais dinâmico e menos previsível, com rankings mais móveis e sensibilidade maior a fatores econômicos, oferta e características dos lançamentos, o que exige monitoramento contínuo dos dados.

Renato Correa, presidente da CBIC, destacou o desempenho consistente de Goiânia em diferentes faixas de renda, atribuindo-o ao equilíbrio entre demanda direta, condição econômica e absorção de lançamentos. Fabio Garcez, diretor executivo do CV CRM, apontou que a análise de mercados emergentes, como Sorocaba, pode orientar decisões de investimento, citando impacto de exposição em redes sociais na procura por imóveis.

José Carlos Martins, presidente do Conselho Consultivo da CBIC, ressaltou que o IDI oferece um retrato em tempo real da demanda, baseado em transações reais, e que o indicador deve embasar decisões para aquecer vendas.

O índice final de 2025 sinaliza que a demanda por imóveis no Brasil ficou menos concentrada em um único eixo e mais distribuída entre capitais do Nordeste, o Centro-Oeste e polos regionais, apontando para um mercado mais competitivo em 2026.

Com informações de Infomoney