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CARACAS — O fim do governo de Nicolás Maduro se acelerou entre o final de 2025 e as primeiras horas de 3 de janeiro de 2026, quando forças militares dos Estados Unidos atacaram bases na Venezuela, dominaram a segurança presidencial e capturaram o presidente e sua esposa, segundo relatos de autoridades e aliados entrevistados.
Fontes próximas a Maduro disseram que, apesar da presença de uma esquadra norte-americana e de caças próximos às águas venezuelanas e de planos do Pentágono para capturá-lo ou matá-lo, o presidente passou a virada do ano em casa, em Caracas, tranquilo. Ainda assim, o governo dos EUA havia ameaçado atacar se Maduro não renunciasse, postura que ele e aliados desconsideraram, confiantes de que a Casa Branca não atacaria a capital.
Relatos reunidos por jornalistas e confirmados por pessoas próximas a autoridades americanas indicam que Maduro subestimou a determinação da administração Trump e superestimou a fidelidade de seu entorno. “Depois de anos no poder, você tende a superestimar suas capacidades”, disse o ex-funcionário Juan Barreto, que já foi aliado do presidente.
Durante 2025, a administração Trump endureceu medidas contra Caracas, ampliou sanções e executou operações contra embarcações no Caribe, alegando combater traficantes de drogas. Em 21 de novembro, os dois presidentes conversaram por telefone por cerca de cinco a dez minutos — Trump convidou Maduro a ir a Washington, convite recusado pelo venezuelano, que propôs um encontro em local neutro. A conversa não resultou em acordo e foi interpretada de formas distintas por cada lado.
Nos meses seguintes, o governo americano intensificou a pressão. Em 10 de dezembro, os EUA deteriam um petroleiro com carga venezuelana, iniciando um bloqueio parcial que interrompeu a principal fonte de receita da Venezuela e agravou a crise da indústria petrolífera.
Maduro receava infiltrações e traições internas, reduziu aparições públicas, passou a usar transmissões gravadas e concentrou-se em um pequeno contingente da Guarda Presidencial — estimado em 1.400 homens — para disfarçar sua localização. Ao mesmo tempo, recusou repetidas ofertas dos EUA para entregar o poder mediante exílio seguro, segundo pessoas a par das negociações.
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Em 23 de dezembro, a Casa Branca, por meio de interlocução com o governo da Turquia, ofereceu garantias de não perseguição a Maduro caso aceitasse exilar-se; a proposta foi rejeitada, de acordo com um funcionário americano. A operação planejada para o fim de dezembro foi adiada por motivos como o clima em Caracas.
Apesar de considerar, em meados de dezembro, a possibilidade de eleições antecipadas em 2026 e a entrega do cargo a outro nome do partido, Maduro nunca cogitou seriamente renunciar, dizem assessores. Sua vice-presidente, Delcy Rodríguez, que manteve negociações e maior controle administrativo, acabou alinhando-se com os Estados Unidos em medidas que contribuíram para o desfecho.
Nas primeiras horas de 3 de janeiro, aeronaves americanas cruzaram a fronteira venezuelana e atacaram quatro bases militares. A ação deixou mais de 100 mortos entre cubanos e venezuelanos, segundo relatos, e terminou com a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores; ambos foram levados aos Estados Unidos e, posteriormente, apresentados a autoridades em Nova York, onde enfrentam acusações federais.
O episódio marcou, segundo analistas citados nas entrevistas, uma mudança significativa na postura dos EUA na América Latina e encerrou mais de uma década do comando de Maduro, cuja decisão de resistir ao cerco externo e desconfiar de aliados internos teve papel central no desenrolar dos acontecimentos.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6